As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A “mística da amarelinha”

Luiz Zanin Oricchio

16 Maio 2007 | 12h56

Os pedidos de dispensa de Kaká e Ronaldinho Gaúcho da convocação para a seleção brasileira devem ser vistos de dois lados. Pelo lado dos jogadores, normal: sentem-se cansados, precisam de férias. Jogador não é máquina, nem mesmo jogador milionário. Por outro, é sintoma de que a tal da “mística da amarelinha” anda em baixa. Jogador, hoje, tem outros objetivos na vida. Vai cedo para a Europa, perde contato com o país de origem e sabe que, para a sua carreira, é muito mais importante ganhar a liga do país onde atua, ou uma Copa dos Campeões, do que brilhar na Copa América. O modelo exportador adotado no Brasil distancia a torcida dos craques e distancia os craques da seleção. Como, aliás, se viu de maneira claríssima na Alemanha. Ou não é assim?