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Ah, esses gandulas…

Eliana Souza

12 Setembro 2006 | 22h36

Semanticamente, é incorreto falar que o lance no jogo Santacruzense x Atlético Sorocaba foi um gol de gandula, já que parece verdade que o auxiliar Narco Antonio de Andrade Motta Júnior viu entrar uma bola que na verdade não entrou, e nem percebeu a brincadeira do gandula. Seja como for, o lance correu mundo e já está registrado na história como “gol do gandula”.

Pode até ser o primeiro gol de gandula de que se tem registro, mas não é a primeira participação ativa de um gandula num jogo de futebol brasileiro. A diferença é que, até agora, eles normalmente atuavam como goleiros. Foi o que aconteceu no dia 19 de março deste ano, quando um gandula evitou um gol do ASA, de Arapiraca, no jogo contra o Bom Jesus – a partida ficou no 1 a 1. À época, o programa Globo Esporte apresentou uma boa matéria, contando esta e outras histórias, que pode ser vista (como quase tudo na internet de hoje em dia) no YouTube.

Também já houve casos de gandulas que brigaram com jogadores, como um contratado pelo Palmeiras que trocou empurrões com Marcelinho Carioca num clássico contra o Corinthians, em 1998. No fundo, deve ser vontade de participar do jogo e repetir o “gandula original”, o argentino Bernardo Gandula, meia que atuou pelo Vasco no fim da década de 30 e ficou famoso por correr atrás das bolas que saíam pela lateral, mesmo que fossem do adversário. Em homenagem a ele, os meninos que começaram a ser escalados para a função ganharam o apelido. Mas, ainda meninos ou já mais velhos, às vezes não resistem à vontade de entrar em campo e participar do jogo.

Leia mais sobre o caso do gandula intruso no Portal Estadão.