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Ainda dá, mas não será fácil

Robson Morelli

31 Maio 2007 | 13h55

O Grêmio não é o São Caetano, mas também o Santos que se mostrou no Olímpico está longe de ser o time competitivo e bom de bola formado por Vanderlei Luxemburgo.
Por isso ainda acho que a decisão da semifinal brasileira da Libertadores está aberta. Claro que 2 a 0 é uma vantagem que qualquer equipe gostaria de ter antes de entrar em campo, sobretudo na casa do adversário. O jogo será na Vila, reduto santista e onde o time paulista tem totais condições de fazer os gols de que precisa. Só não acredito em três gols de diferença.
Mas penso ser perfeitamente viável o Peixe marcar dois gols e levar a decisão para os pênaltis, até porque depois desse resultado certamente o time ficará entre o temor de buscar o terceiro e levar um e a segurança de deixar como está e tentar a vaga nos pênaltis. Desnecessário dizer que o Grêmio marcar muito bem e não precisa fazer mais gols para chegar à final. Desnecessário dizer ainda que se Mano Menezes conseguir repetir a forma que o seu time jogou no Olímpico, a vida do Santos será bem mais difícil. O engraçado de tudo isso é que torcedores santistas andam espalhando por aí que o Grêmio teve a chance de matar o duelo com o terceiro gol, mas não o fez. E acabou deixando uma brecha para o Santos dar o troco. No bom português, andam dizendo que ficou ‘ruim’ para o time gaúcho. É um belo apelo para quarta-feira na Vila.