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Faltou raça ao Santos?

Luiz Zanin Oricchio

31 Maio 2007 | 17h14

Não sei, mas o segundo tempo de ontem no Olímpico me lembrou dois jogos que faço força para esquecer – os da seleção contra a França, o de 1998, na final, e o de 2006. Ambos fatídicos. A mesma sensação de impotência, do time que não consegue em momento algum lutar contra a marcação e, aos poucos, vai se submetendo ao adversário, como que conformado com o resultado. Reparem que mesmo nas palavras de Luxemburgo existe essa duplicidade: “Não jogamos nada”, ele confessou. Mas também disse: “Não podemos tirar o mérito do Grêmio, que não deixou nosso time jogar”.

Enfim, até onde vai o mérito de um e a apatia do outro? No fundo, acho que uma coisa complementa a outra. O Grêmio jogou muita bola, apostando no que tem de melhor, a sua marcação. Agora, o Santos aceitou. Se tivesse sido mais aguerrido, talvez não ganhasse o jogo. Mas não passaria 90 minutos e mais os descontos sem sequer ameaçar o adversário. A rigor, só teve uma chance de gol, logo no início do jogo, com Marcos Aurélio, que recebeu o passe de Kléber. Depois, mais nada, apenas um ou outro chutinho de longa distância, inofensivos.

Convenhamos, no segundo tempo, a galera santista não conseguiu nem torcer pelo seu time. Dá para virar na próxima quarta na Vila? Em teoria dá, só que o Santos terá de mostrar um futebol que há muito tempo não apresenta. E reencontrar sua vocação histórica, que é o futebol ofensivo. Mas onde estão os atacantes para isso?