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História de um clássico

Luiz Zanin Oricchio

06 Outubro 2006 | 00h26

Santos e Corinthians fizeram um jogo eletrizante. O Corinthians dominou boa parte do primeiro tempo, mas não conseguiu marcar. Quando ficou inferiozado no placar, depois da ótima cobrança de Kléber, se desestabilizou. Leão, histérico como de hábito, em nada ajudou seu time com seu descontrole e expulsão. Muito pelo contrário. No segundo tempo, o Coringão pressionou, mas, a meu ver, de maneira desordenada e sem criatividade. Na base da raça, mas sem técnica. Nada conseguiu. O Santos aproveitou-se bem dos contra-ataques, pois começou a ter espaço para isso, e liquidou a fatura com Leandro e Zé Roberto.

Um grave senão para o clássico: o pau cantou o tempo todo, sob o olhar complacente do juiz. Certo: acabou expulsando Magrão, mas isso quando o jogo já havia se deteriorado pela violência. E, expulsar Zé Roberto por supostamente incitar a torcida adversária ao comemorar o gol, me parece o cúmulo da hipocrisia. Zé Roberto já deveria ter sido expulso por uma entrada criminosa num adversário; ganhou só cartão amarelo. Mexeu com a torcida, levou o vermelho. Moral da história: colocar em risco a integridade física de um colega de profissão, pode, comemorar em tom jocoso, não. É o fim da picada, uma inversão de valores e prioridades.

Agora, o destino dos dois rivais é oposto. O Santos, desfalcado de sete jogadores, luta contra o concorrente direto (ao título ou vaga na Libertadores), o Grêmio. Será este o jogão do fim de semana: Santos x Grêmio na Vila. E o Corinthians vai a Goiânia com a responsabilidade de bater o Goiás para evitar a zona do rebaixamento. Leão terá pouco tempo para juntar os cacos e dar moral à equipe.