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Medalha de vice para a torcida

Luiz Zanin Oricchio

15 Setembro 2006 | 08h25

O gesto de Rogério Ceni, ao jogar sua medalha de vice-campeão da Recopa para a galera, foi de grande significado. De um lado pode ser visto como homenagem a uma torcida que sempre o apoiou e o tem como ídolo absoluto. De outro, confirma que o vice é o grande derrotado e que uma medalha desse tipo não vale nada, é objeto descartável. Há talvez outra interpretação: como o São Paulo já foi vice três vezes este ano (Campeonato Paulista, Libertadores e agora Recopa) tudo que o Rogério queria ontem à noite era ver-se livre do objeto que o lembrava desse fato o mais rápido possível.

Depois do empate-derrota de ontem, o único caminho para o São Paulo curar suas feridas é dedicar-se ao Campeonato Brasileiro como um faminto se dedica a um prato de comida. E terá excelente oportunidade para mostrar essa disposição já no domingo, contra o Internacional que, com perdão da rima, virou seu arqui-rival desde a decisão da Libertadores. Afinal, os dois estão na ponta da tabela e têm toda a pinta de terminarem a competição nos dois primeiros lugares. Quer dizer, um deles será campeão. O outro será vice, palavra que a esta altura já deve causar calafrios nos são-paulinos.