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O dilema da Sul-Americana

Luiz Zanin Oricchio

13 Setembro 2006 | 13h09

Privilegiar o Brasileirão ou jogar a sério a Sul-Americana? Eis aí o dilema de vários clubes, que não consigo entender direito. Afinal, será que não se pode participar de dois torneios ao mesmo tempo? Será que o calendário é tão sacrificado e esses jogadores – tratados a pão-de-ló, como gatinhas de madame – não conseguem jogar futebol na quarta e no domingo? Francamente, não dá para engolir. Claro, existem circunstâncias especiais que justificariam a escolha por um ou por outro. Por exemplo, o time tem um jogo decisivo no Brasileiro, três pontos que podem significar a faixa de campeão ou, na outra ponta, a fuga do rebaixamento. Aí, no meio do caminho, surge uma partida pela Sul-Americana. Nesse caso sim, vale a pena investir todas as fichas no Campeonato Nacional e poupar jogadores. Mas ficar com essa frescura desde agora, quando ainda faltam 17 rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, não me parece ter lá muito sentido. Os clubes são profissionais e os jogadores idem. Existe dinheiro em jogo e também prestígio. Afinal, quem não gostaria de ser campeão, mesmo de um torneio considerado “B”, como este? Então, vamos jogá-lo a sério?

Agora, de fato seria preciso pensar em alguma coisa diferente para turbinar a Sul-Americana. O melhor aditivo seria valer, para o campeão, uma vaga no Mundial Interclubes. O mesmo poderia ser feito para o campeão da Uefa. Seriam então dois sul-americanos e dois europeus no Mundial de clubes em Tóquio. Subiria o nível do torneio intercontinental e seria uma bela dose de vitamina para a nossa Copa Sul-Americana. Que tal a Fifa pensar no assunto, caso esteja lendo esse blog?