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Os Estados Unidos discutem a hegemonia no esporte

miltonpazzi

04 Setembro 2006 | 15h39

A derrota da seleção americana masculina de basquete no Mundial do Japão fez com que o país passasse a discutir o que está acontecendo com suas seleções e atletas, em busca de uma solução para que reconquistem a hegemonia que possuíam, já que há alguns anos o selecionado norte-americano não conquista títulos em modalidades que são suas especialidades, como o próprio basquete e o beisebol.

Em artigo publicado neste final de semana na revista Slate, há uma comparação entre o basquete e o futebol nos Estados Unidos nos Mundiais recentes. O texto aponta para um problema que é considerado característica da cultura do país: a arrogância. Enquanto o time americano de basquete achou que poderia ganhar como quisesse e quando quisesse – pelo excesso de talentos que possui -, o futebol (ou soccer) reconhece sua inferioridade em relação ao resto do mundo e trabalha para melhorar.

A intenção do texto de Robert Weintraub é mostrar que “existe vida no resto do mundo”. E que existem pessoas trabalhando para melhorar, que o conjunto é peça fundamental para isso. Mostrando que o excesso de talentos não significa que não possam existir momentos de espetáculo (como o basquete de rua, por exemplo), mas fica cada um seu lugar. Vale a pena ler (clique aqui para abrir o texto, em inglês). Por sinal, isso também vale como exemplo para a nossa seleção brasileira de futebol, em relação à última Copa do Mundo.