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Palmeiras: Tite ganhou do São Paulo, não Vilar

Adriana Plut

25 Setembro 2006 | 02h20

Marcelo Vilar pode se tornar, um dia, o melhor técnico do Brasil. Mas dizer que ele foi o responsável pela vitória do Palmeiras sobre o São Paulo, neste domingo, é um grande absurdo. Ouvi o Palaia dizer na Rádio Jovem Pan que Vilar mudou o time, que os jogadores se empenharam mais, que a saída do Tite fez bem ao clube. Respeito o dirigente, mas não aceito que menospreze nossa inteligência. O Vilar não mudou absolutamente nada – nem poderia, só comandou um treino. O Palmeiras jogou do mesmo jeito que o fez há uma semana, contra o Cruzeiro. Só que as três bolas que bateram na trave no Mineirão entraram em Presidente Prudente. O esforço dos atletas foi igual, a escalação foi quase a mesma. Se o Tite estivesse no banco, o Palmeiras teria derrotado o São Paulo do mesmo jeito. É, na minha opinião, desonesto com o leitor ou internauta dizer que o Palmeiras deste domingo foi outro Palmeiras. É querer enganá-lo. Se o Leandro não tivesse desperdiçado aquele gol feito no fim do primeiro tempo, o discurso do mundo da bola seria outro. Vilar estaria sendo jogado aos leões, Palaia teria perdido o cargo logo depois do jogo. Só que Leandro não fez o gol. E, no segundo tempo, o Palmeiras conseguiu um pênalti – inexistente – que lhe garantiu a vitória. Num momento em que o São Paulo (mesmo com um a menos em campo) era melhor na partida. Torço para que Marcelo Vilar tenha sucesso na profissão. Mas, desculpem-me, ele não merece os louros dessa vitória. Se há um responsável pelos 3 a 1 sobre o líder, além dos jogadores, esse é o Tite.