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Parreira não teve culpa na Copa

Adriana Plut

08 Setembro 2006 | 00h49

A Copa acabou há dois meses e eu confesso que não agüento mais ouvir tantas críticas ao Parreira. Críticas de torcedores, de colegas, de amigos… Até minha mãe fez críticas ao Parreira. Estive ao lado da seleção durante todos os dias da preparação e do Mundial e não consigo admitir que joguem todo o peso nas costas deste bom treinador. É injustiça demais! Todos queriam Cicinho na lateral direita. Só que ele se apresentou com 3 quilos acima do peso, não treinou bem e no único jogo em que foi titular na Alemanha – diante do Japão – esteve longe de brilhar. Falhou no gol japonês e errou a maioria dos cruzamentos. Queriam o Gilberto na esquerda. Só que sua temporada na Alemanha foi medíocre pelo modesto Hertha Berlim. Na frente, o Parreira não tem culpa de o Robinho ter se machucado num treino despretensioso. E não dá para culpá-lo por ter mantido o Ronaldo entre os titulares – todos os treinadores do mundo fariam a mesma coisa. Ainda inventaram de criticá-lo por causa do posicionamento do Ronaldinho Gaúcho no esquema tático. Que absurdo! O Ronaldinho teve toda a liberdade para fazer o que quisesse. Só que não foi feliz, não foi competente, não foi suficientemente talentoso. Parreira não tem culpa. Ronaldinho anunciou ao mundo, no início da semana, que jogaria em sua real posição diante de País de Gales e que estava se sentindo mais à vontade no novo time de Dunga. Só que o badalado astro do Barcelona não fez nada contra País de Gales – País de Gales, não Alemanha, França ou Inglaterra. Será que Parreira também teve culpa? E cansei de ouvir elogios à seleção e a Dunga depois do joguinho contra os galeses. Alguém achou que, contra Gales, o Brasil jogou melhor que diante da Austrália ou de Gana?
É claro que Parreira cometeu erros (ao, por exemplo, aceitar enfrentar times fracos na fase de preparação da Copa e ao treinar poucas variações táticas), mas é absurdo atirá-lo aos leões como o grande traidor da pátria. É injusto demais!