Ai que saudade ‘d’ocê’

Ai que saudade ‘d’ocê’

Bruno Voloch

27 Outubro 2017 | 08h20

Deve ter dado saudade. Muita saudade.

Não deve ter sido nada fácil para William jogar contra o Cruzeiro. Não deve ter sido nada fácil para William enfrentar os ex-companheiros. Não deve ter sido nada fácil para William encarar de frente a torcida celeste.

Só que não tinha jeito. Aliás, não teve jeito.

A declaração do levantador após a partida reconhecia a superioridade do Cruzeiro e resumia o sentimento de frustração.

O Cruzeiro fez 3 a 1. Claro.

William foi cirúrgico. É de fato muito diferente quando se joga diante de um time grande.

Pior do que perder, resultado mais do que esperado, se bem que tinha gente do Sesi que acreditava na possibilidade de vitória, foi ver o argentino Uriarte comer a bola do outro lado e usar as armas que até pouco tempo William tinha em poder.

Agora não mais.

O arsenal é limitado e totalmente diferente. Dentro e fora de quadra. A diferença entre Marcelo Mendez e Rubinho é constrangedora.

William, óbvio, não pode fazer milagre.

O Sesi se acostumou a apanhar e precisa perder o medo dos grandes. Isso não depende dele.