Amanda, jogadora-metade, não vê a bola no Praia. Quem contrata mal, paga duas vezes.

Amanda, jogadora-metade, não vê a bola no Praia. Quem contrata mal, paga duas vezes.

Bruno Voloch

07 Outubro 2017 | 08h40

Errar é humano. Persistir no erro é burrice.

É fácil explicar porque o Praia Clube fracassa sucessivamente. Se sobra dinheiro, não se sabe até quando, a diretoria contrata muito mal.

Os anos de estrada, batendo na trave BRASIL afora, não serviram de nada.

Até mesmo um principiante no esporte sabe que jogar em time pequeno é uma coisa, vestir a camisa de um equipe que sonha ser grande é completamente diferente.

Não são poucos os casos. A ponteira Amanda é o mais recente.

O Praia, inocente, achou que a jogadora seria a solução dos problemas. Acreditou no que viu e levou gato por lebre. Foi enganado e pagou ou vai pagar cerca de R$ 300 mil pela temporada por alguém que você pensa que é uma coisa e na realidade é outra.

No Rio, de Bernardinho, nunca foi titular. Era a jogadora-saque. De um fundamento apenas. No penetra Brasília, sem qualquer responsabilidade, viveu seus dias de glória.

Então tá.

Foi chamada, pasmem, para a seleção brasileira. Acontece. Ninguém é perfeito. Outras já viveram situação semelhante e nunca mais voltaram.

A dura constatação é que os dois jogos contra o Minas foram suficientes para que o torcedor conheça Amanda. Ele sabe o que pode esperar dela. Nada.

No Praia ela até evoluiu e passou a ser jogadora-metade. Saca e faz o fundo. Na rede é uma tragédia.

O vôlei moderno não tem mais espaço para esse tipo de jogadora.

A esperança é que Paulo Coco, profissional rodado e de larga experiência, não caia no conto do vigário. Ellen, tem lá suas deficiências, mas não pode nunca bancar para Amanda.