Bruno assina contrato, tenta voltar atrás, causa imbróglio e mal-estar na Itália.

Bruno assina contrato, tenta voltar atrás, causa imbróglio e mal-estar na Itália.

Bruno Voloch

17 Maio 2018 | 10h08

Ajoelhou, tem que rezar. Na Itália a coisa é seria. Bruno Rezende, levantador titular e um dos líderes da seleção brasileira, não esperava por essa.

O jogador é pivô do imbróglio envolvendo Macerata e o Lube Civitanova, dois dos grandes clubes do vôlei italiano.

Desafeto declarado do técnico búlgaro Radostin Stoychev, o atleta, prevendo que não ficaria no Modena, assinou contrato o Lube em  março.

Bruno seguiria naturalmente o mesmo caminho do francês Ngapeth que foi para a Rússia por também divergir de Stoychev.

O blog trouxe a notícia na época.

O que o levantador não esperava é que o clube optasse pela demissão do treinador algumas semanas depois deixando assim as portas abertas para uma eventual continuidade dele em Modena. Era tarde demais.

Acontece que além de ter assinado com o Lube antes da hora, traindo a confiança do ex-clube, para piorar o quadro, o norte-americano Christenson, do Civitanova, sabendo da atitude de Bruno, fez o mesmo e firmou acordo com o Modena.

O técnico Julio Velasco assumiu o Modena e não está se envolvendo na polêmica.

Tanto Bruno, quanto Micah Christenson estão assinados respectivamente com Lube e Modena.

Se quiser mesmo continuar em Modena, Bruno terá que pagar 100 mil euros do próprio bolso, além de contar com a boa vontade dos dirigentes do Civitanova.

Caso contrário, apesar de ter declarado amor ao ex-clube, Bruno terá que cumprir o que assinou.

Christenson idem.