Muita calma nessa hora

Muita calma nessa hora

Bruno Voloch

31 Maio 2017 | 08h25

É preciso uma boa dose de cautela para falar do primeiro jogo da seleção feminina em 2017. O resultado em si, vitória de 3 a 1 contra a República Dominicana, conta pouco ou quase nada.

O jogo foi um enquanto Martinez esteve em quadra e outro quando a principal atacante dominicana deixou a partida. Martinez impressiona e andou batendo por cima do bloqueio brasileiro.

É de fato uma atleta promissora e que se vier para Bauru poderá dar muitas alegrias ao torcedor.

A maior surpresa na escalação do time titular talvez tenha sido a presença de Drussyla.


Roberta, Natália e Tandara, como oposta, eram certas. Aliás será assim durante toda a temporada.

O mesmo não dá para dizer em relação a Adenízia e Carol.

Sem poder contar com Juciely e Bia contundidas, o técnico José Roberto Guimarães ficou sem opção. Não tenho duvida que Juciely seria titular e que Bia brigaria de igual para igual com Adenízia no meio.

Carol tirou a sorte grande.

José Roberto Guimarães deve rodar as jogadoras. Como já conhece a maioria, faz sentido colocar em quadra aquelas que jamais jogaram sob seu comando na seleção. E nada melhor do que num jogo amistoso e sem compromisso.

Dessa forma Fernanda Tomé, Amanda, Edinara e a própria Drussyla foram usadas contra as dominicanas.

É improvável que todas as 4 sobrevivam quando a coisa for para valer.

O que causa certa estranheza é a ausência de Rosamaria entre as titulares.

Na posição de líbero a prioridade continua sendo Gabi. É a maior aposta do treinador para o ciclo olímpico.

A mudança porém requer tempo e a tendência, sem ela, é que José Roberto Guimarães observe Suelen até porque conhece bem o potencial de Léia.

A disputa entretanto é bem interessante.

Para não deixar de falar nas levantadoras, Roberta está hoje pelo menos um degrau acima de Naiane.