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Naiane, corajosa, se apresenta e pede passagem: ‘Minas vai longe na Superliga’
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Bruno Voloch

15 Janeiro 2016 | 09h21

Dani Lins é a única levantadora confirmada nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro.

A comissão técnica da seleção brasileira busca alternativas para a posição ainda mais depois da gravidez de Fabíola, que estava nos planos de José Roberto Guimarães.

Roberta, Ana Tiemi e Macris foram testadas em 2015. A jogadora do Rio tem chances de ser aproveitada. Ana Tiemi e Macris não estarão no Rio.

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Quem acompanha essa briga de longe é Naiane, levantadora do Minas.

Aos 21 anos, ela chama atenção, apresenta números interessantes e tem a vantagem de estar trabalhando no dia a dia com Paulo Coco, assistente de José Roberto Guimarães e braço direito do técnico na seleção.

Naiane conversou com o blog. Humilde, reconhece que esse ciclo está fechado, mas como toda aleta, se sente no direito de sonhar com uma convocação para a seleção brasileira em breve:

‘Sim, penso na seleção, é sem dúvida um dos meus principais objetivos dentro do vôlei. Espero poder consolidar a carreira jogando uma olimpíada ou ser jogadora de seleção adulta. Acredito que seja uma vontade de muita gente, comigo não é diferente’.

Naiane chegou ao Minas em 2014 e admite que não esperava ser titular quando desembarcou no tradicional clube mineiro:

‘Realmente não esperava ser titular. Eu vim pro Minas sabendo da chance que eu tinha de fazer parte da equipe sendo uma das doze jogadoras e vim confiante e determinada a evoluir. Sinto que foi isso o que aconteceu. Eu consegui colocar em prática o que eu estava aprendendo e tudo deu certo. Fora a ajuda que eu tive na época da Jaque, Wal e Gattaz, que foram importantes para o meu crescimento’.

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A levantadora se acostumou cedo com a pressão por resultados e encara naturalmente as críticas e os elogios:

‘Os elogios realmente fazem a gente crescer, quando eu estou chateada com algum jogo que fui mal ou algo do tipo, eu me lembro de todas as coisas boas que me falam, do carinho que as pessoas sempre tem comigo e isso me levanta. Já as críticas, a gente tem que saber lidar né? Elas sempre vão existir e é preciso respeitar a opinião dos outros. A gente não pode agradar todo mundo’.

A trajetória da paraense Naiane é curta no esporte:
‘O vôlei chegou pra mim ao seis anos de idade por influência do meu pai que colocou eu e minha irmã no esporte. Em 2010 que fui convocada pra brasileira infanto pelo Rizola, foi quando comecei a encarar o vôlei como sendo o meu foco mesmo, meu trabalho. Em seguida, joguei em Macaé uns três meses, fui para o Pinheiros onde passei três anos e depois, vim pro Minas onde faço minha segunda temporada’.
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A terceira colocação no campeonato deixa Naiane e ela garante que o Minas pode ser campeão e brigar com os grandes:
‘O nosso time pode chegar muito longe nessa superliga. A gente tem uma equipe entrosada, com seus ajustes, mas com muito potencial para poder brigar de igual pra igual com qualquer time grande’.
No fim da conversa, Naiane confessa a admiração pela ex-jogadora Fernanda Venturini. A jogadora no entanto deixa claro a emoção que sentiu ao conhecer Fofão, exemplo, segundo ela, dentro de quadra:
‘Sempre admirei a Fernanda Venturini pelo jeito de dominar o jogo, a precisão nos levantamentos. E a Fofão, é claro, que conseguia ter o controle do jogo do início ao fim e com o jeito quieto dela dentro de quadra mostrava que sabia exatamente o que estava fazendo, incrível. Ano passado quando tive a chance de conhecer ela pessoalmente, me encantei ainda mais.

 

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