O ego inflado é o princípio da decadência

Bruno Voloch

11 Maio 2017 | 08h40

Muito triste o que parece ser definitivamente o fim da linha para Murilo no vôlei.

Como se não bastasse a evidente decadência técnica e a aposentadoria forçada pelo Sesi, o jogador foi obrigado a virar líbero, Murilo agora é flagrado no exame antidoping.

Lamentável.

Pior é constatar que não se trata de um atleta juvenil. Murilo, aos 35 anos, tinha consciência e sabia de cor e salteado o que podia ou não ingerir.

O uso da Furosemida para ajudar na perda de peso não é permitido. O mais grave é que Murilo teria tomado o medicamento sem comunicar os médicos do Sesi.

Não se trata de inocência. É caso típico de desespero.

Qual a necessidade de Murilo continuar fazendo figuração? E não foram poucas as vezes que o Sesi entrou ‘capenga’ em quadra.

Era mesmo necessário passar por esse constrangimento? Jogar sem poder atacar? Fazer número?

Esse post, escrito ainda em janeiro, dava a exata dimensão de como a coisa andava no Sesi:

Fato é que baseado em casos semelhantes, Murilo dificilmente escapa e deve ser suspenso pela FIVB, Federação Internacional de Vôlei. Suspensão essa que pode abreviar e encerrar literalmente a carreira do jogador.

Uma pena para quem um dia, lá atrás, mais precisamente em 2009, foi eleito o melhor do mundo.

Mas o fim de Murilo não surpreende quem acompanhou os últimos anos dele fora das quadras.

Murilo perdeu espaço como atleta e resolveu entrar na política. Vendia a imagem de líder e jamais se conformou com as seguidas lesões e o fato de não ser mais o mesmo.

O blog tentou contato com Murilo que não respondeu as ligações.

O que causa estranheza é o silêncio.

Logo ele, personalidade forte, corajoso, que não deixa nenhum assunto passar em branco. Logo ele, um dos maiores usuários das redes sociais e que domina como poucos a internet.

Por que não se pronunciar? Era a hora de falar e se explicar.