Torcida do Praia se precipita e inicia caça às bruxas. Claudinha vira alvo principal.

Bruno Voloch

02 Outubro 2017 | 09h00

É perfeitamente compreensível o desespero do torcedor do Praia Clube. O investimento é cada vez maior e a o time não corresponde dentro de quadra.

A fila e o jejum só aumentam.

O blog apurou que se a coisa não acontecer essa temporada, nada que ameace o projeto, o dinheiro aplicado será reduzido. Faz sentido. Ninguém é trouxa.

Conquistar o campeonato estadual é obrigação diante do que foi gasto. O título não está perdido, longe disso. Só que a derrota para o arqui-rival Minas não foi bem digerida.

Enquanto os dirigentes tentam minimizar o resultado, a torcida, cada vez mais exigente, elegeu Claudinha como principal responsável.

Não me parece justo. A atitude não me parece nada inteligente.

Primeiro porque Claudinha não joga sozinha. Ela tem sim suas limitações, mas não pode ser detonada como aconteceu nas redes sociais.

Não pode ou não deveria. A sensação é que ser for pressionada a tendência é render menos ainda.

O torcedor do Praia, sei que é difícil, precisa ter paciência. É apenas início de temporada. O que ele não deve é esperar nada de Amanda, Carla e Andrea.

A cobrança tem que ser em cima de Fernanda Garay, que deve evoluir, Fawcett, que vai ajudar e não resolver, e Paulo Coco, que precisa de tempo para trabalhar.

Detonar Claudinha agora, tão cedo, seria jogar contra.