Barbárie
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Barbárie

Cesar Sacheto

18 Junho 2017 | 21h35

A rodada do Brasileirão foi movimentada e cheia de gols. Nos estádios, torcedores viveram momentos de alegria, entusiamo, apreensão e decepção. São sentimentos normais da existência humana, não somente quando estamos praticando esportes ou torcendo para os nossos times. Mas, novamente tivemos que suportar mais um exemplo de selvageria, desta vez ocorrido nos arredores do estádio Couto Pereira, em Curitiba, horas antes da partida entre o Coritiba e o Corinthians, na manhã deste domingo. O jogo terminou 0 a 0 e o zero serve também como nota desta passagem horripilante.

É inadmissível que, novamente, bandidos com camisas de torcidas organizadas – utilizando-as como uniformes de verdadeiras facções  criminosas – entrem em ação ainda sob os raios de sol da manhã e em um local residencial para iniciar uma guerra sem sentido. Pessoas ficaram feridas e, por sorte, não houve mortes. As autoridades, como sempre, chegaram atrasadas e se limitaram à explicação óbvia sobre as más intenções dos envolvidos.

Após décadas, essas barbaridades continuam ocorrendo em praticamente todas as cidades onde há futebol e trazendo perigo não somente aos envolvidos, mas a todos aqueles que habitam ou frequentam as redondezas dos ataques. E nos fazem perceber que medidas como proibir camisas dessas torcidas, bandeirões em estádios ou a realização de jogos com torcida única são inócuas. Às vezes, são decisões tomadas com propósito político, já que há casos de promotores do Ministério Público que abraçaram essa causa e hoje ocupam cadeiras em assembleias legislativas. Uma vergonha. Até quando?

 

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