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Força inexistente

Cesar Sacheto

10 Novembro 2017 | 18h23

Em uma entrevista verdadeiramente coletiva, pois contou com a presença de vários jogadores e do técnico Alberto Valentim juntos, nesta sexta-feira, 10, palmeirenses assumiram a responsabilidade pelos resultados ruins, disseram entender as cobranças sofridas e pediram apoio dos torcedores para superar os adversários nas últimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, agora assumidamente com o objetivo de se garantir no G4 da competição e obter a vaga direta na Copa Libertadores do ano que vem.

Penso que a hora de os atletas e demais funcionários da comissão técnica do Palmeiras demonstrar força já passou. A última chance foi antes do dérbi realizado no domingo passado e que terminou com a vitória do Corinthians por 3 a 2, no Itaquerão, vitória essa que destruiu o moral do grupo palmeirense e deu um novo ânimo ao líder do campeonato, que andava cambaleante, para seguir em busca do título.

O Palmeiras foi frustrante desde o início do ano. Após as badaladas contratações dos colombianos Borja, Guerra, a chegada de outros nomes de destaque, caso do lateral-esquerdo Michel Bastos, todos esperavam por uma campanha de encher os olhos da equipe alviverde. Mas, o que se viu foi uma sucessão de decepções e a crescente insatisfação da torcida.

O técnico Eduardo Baptista, contratado para tocar o projeto que visava a conquista de todos as competições disputadas no ano, com ênfase na Libertadores e no Mundial Interclubes, não conseguiu acertar o jeito de jogar do elenco milionário. Saiu pouco tempo depois, mas não sem antes protagonizar um piti histórico após uma vitória da equipe em Montevidéu, com direito a tapa na mesa e palavrões. Bem, percebeu-se que a escolha do substituto de Cuca foi equivocada.


Então, as esperanças dos alviverdes recaíram sobre a volta do mestre Cuca, aquele que havia saído do clube de forma estranha meses antes. “Agora vai”, pensaram os palmeirenses. Não foi. Mais uma furada da diretoria com status de estrelas da administração esportiva do Palmeiras. Aí, o interino Valentim foi galgado à posição de gênio por três triunfos mequetrefes e, posteriormente, jogado à condição de anta depois de duas derrotas seguidas.

A despeito das inúmeras trapalhadas dos dirigentes, o que faltou mesmo no Palmeiras em 2017 foi vontade, foco, determinação, sangue, alma. Os jogadores parecem ter tido um ano modorrento. Ninguém teve força suficiente para chacoalhar o grupo, chamar a torcida e virar a fase. Os jogadores foram levando a temporada mornamente. Deu no que deu.

Mesmo os torcedores palmeirenses passaram o ano reclamando de tudo, cobrando novas contratações, lembrando a todos que dinheiro não faltava no clube devido ao patrocínio do grupo Crefisa. As manifestações vistas foram as mesmas de sempre: pichações e xingamentos. Já corintianos e são-paulinos deram show ao levar milhares ao Itaquerão e Morumbi, respectivamente, para apoiar o elenco em momentos cruciais da temporada.

Agora, resta ao time evitar a proeza de perder a vaga na Libertadores, rever conceitos e esperar 2018 chegar para recomeçar.

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