Vacilos em hora errada
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Vacilos em hora errada

Cesar Sacheto

19 Outubro 2017 | 10h28

O São Paulo vacilou feio na derrota por 3 a 1 para o Fluminense, nesta quarta-feira, no Maracanã, pela 29.a rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado foi determinado por erros individuais de alguns jogadores e também do técnico Dorival Júnior.

Em primeiro lugar, é inadmissível a bobagem cometida pelo lateral-esquerdo Júnior Tavares – aquele que descoloriu o cabelo na hora errada – ao meter o braço na bola dentro da área e dar a chance ao adversário de sair na frente. Uma infantilidade que Henrique Dourado não perdoou.

Depois, uma bobeira e o Flu ampliou para 2 a 0. Penso que o zagueiro Rodrigo Caio foi deslocado pelo meia Gustavo Scarpa. Mas não justifica a chegada de Sornoza sem marcação para encher as redes de Sidão. E o time são-paulino seguiu com aquela trocação de bolas inócua até o fim do primeiro tempo.

Depois, o São Paulo voltou com mais vontade e apertou os donos da casa. Tinha mais posse de bola e criou chances. Até ser vítima da lambança de Dorival Júnior, que tirou Pratto e Cueva – os dois homens que poderiam fazer a diferença – e praticamente matou as pretensões de empatar ou até virar o jogo.

Não sei o que deu na cabeça do treinador do time tricolor paulista. Ele trabalha a semana toda e deve saber o que faz, mas me pareceu uma decisão completamente equivocada. E o placar final dá argumento para as críticas.

Fiquei com pena do meio-campista Hernanes que, ao final da partida, analisou com precisão o momento vivido pelo clube do Morumbi. Para o ídolo, o time ainda é imaturo, achou que poderia desligar o alerta vermelho após a vitória sobre o Atlético Paranaense e se complicou novamente.

Hernanes disse que a equipe vai ter que “apanhar” até aprender as lições necessárias para se recuperar definitivamente no campeonato. Se o profeta não foi tão bem em campo desta vez, ele acertou em cheio na leitura do que se passa no São Paulo.