Aron Anderson é  bicampeão da Wings For Life World Run

Aron Anderson é bicampeão da Wings For Life World Run

SILVIA HERRERA

07 Maio 2018 | 18h13

Cadeirante sueco foi ultrapassado pelo catcher car após 89 quilômetros. No Brasil, José Eraldo Lima (campeão da Mizuno UpHill Marathon 2017) quebrou o recorde nacional, com 63km, desta prova global com formato inovador. #BlogCorridaParaTodos #corridaderua #wingsforlife

Aron Anderson/Divulgação Red Bull

No domingo 6 de maio, 100 mil pessoas em 66 países diferentes participaram simultaneamente desta corrida global. No Brasil, quatro mil pessoas, inclusive eu, largaram às 8h da manhã da Praça do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense, em direção ao centro da cidade, pela orla. O grande diferencial dessa prova, que destina 100% do valor das inscrição para as pesquisas da cura da lesão espinhal,  é o caráter inclusivo.

Laís Souza/Foto Silvia Herrera

A ex-ginasta Laís Souza, que por conta de um acidente está paraplégica, participou da corrida em sua cadeira de rodas normal, assim como Fernando Fernandes e Sabrina Ferri, com suas asas de anjo. “O formato da prova incentiva o cadeirante, que vive enclausurado dentro de casa, a participar. Chegando aqui ao hotel no Rio, já observei as pessoas retirando cadeiras de rodas dos porta-malas. Isso colabora com a inclusão. É muito bom estar no meio das pessoas participando de uma corrida”, destaca Laís. A  Wings for Life World Run 2018 arrecadou três milhões de euros para pesquisas e já tem data para acontecer em 2019: 5 de maio. Programe-se!!

O sueco Aron Anderson foi, pelo segundo ano consecutivo, o vencedor global ao percorrer 89.85 km na Flórida (EUA) em cinco horas e meia – em 2017, ele já havia feito 92 km, recorde atual. Entre as mulheres, a campeã foi a portuguesa Vera Nunes, que correu 53.78 km em Munique (ALE). “Estou muito feliz. Essa corrida é incrível. É muito importante levantar fundos para as pesquisas da lesão medular – isso realmente faz a diferença. Então muito obrigado a todos que ajudaram a causa”, disse Anderson, que correu utilizando sua cadeira de rodas do dia a dia.

Vera Nunes/ Divulgação Red Bull

Depois de 30 minutos da largada, o chamado catcher car saiu em busca dos competidores a uma velocidade que vai aumentando gradativamente, tornando-se a linha de chegada móvel da prova. E quando ele vem chegando, você dá seu máximo. Foi o que fiz. Corri 9K, minha meta era 5K. O trajeto plano, a vibe – todo mundo está lá para se divertir –  e o visual vão de motivando.

Silvia Herrera/Foto Iuri Totti

Contei com um apoio extra incrível. O velocista bronze em Seul (1988) Robson Caetano da Silva foi me acompanhando ao lado de bike, me ajudando a cada metro, me ajudando na respiração, no pace e até na hidratação. Grata campeão! Estou no meio do ProjetoRunning4Ever para me recuperar de lesões pré-existentes e melhorar a performance. A meta para junho era 6K! Quando fui ultrapassada pelo carro, pilotado pelo surfista Pedro Scooby, nem acreditava ter corrido tanto, foi ótimo. Aliás, fica uma dica. Que tal convidarem o Robson Caetano para pilotar o catcher car na etapa do ano que vem?

Robson Caetano da Silva

Esta foi a quinta edição da prova e a primeira no Rio. A infraestrutura foi perfeita. Hidratação na medida certa e a cada 3K  ônibus da organização para o retorno dos participantes até a área da largada, para pegar a medalha, objetos no guarda-volume, mais hidratação e kit lanche. Havia também telão para acompanhar a prova ao vivo. Até o clima foi favorável, uma típica manhã de outono, com sol e uma brisa forte vinda do mar. Mas confesso que no final da prova eu estava com um baita calor.Quando sentei no ônibus que percebi meu estado e dos outros corredores, todo mundo “daquele” jeito.  Gostei muito da experiência e pretendo repetir a dose.  Viajei a convite da Red Bull.

José Eraldo Lima/Divulgação Red Bull

O campeão brasileiro também ultrapassou a meta inicial e só foi ultrapassado com quatro horas de corrida, depois de 63km.“É uma prova incrível, com uma proposta muito bacana. Vencer aqui no Rio foi maravilhoso. Cada quilômetro e cada passo foram especiais. Eu nunca tinha corrido mais do que 42 km, mas resolvi me preparar para os 60 km, e consegui”, comentou José Eraldo. O recorde anterior brasileiro era de Luís Felipe Barboza (58km/2017). Aliás, no domingo ele foi campeão da prova na Áustria! No feminino, A eslovena Miha Dobravec, campeã em sua terra natal no ano passado, levou o troféu  alcançando a marca de 48.10 km percorridos em pouco menos de quatro horas.

Miha Dobravec/Divulgação Red Bull

Confira abaixo os melhores momentos da prova carioca

 

Confira abaixo a íntegra da transmissão ao vivo