Eliud Kipchoge é tricampeão na Maratona de Londres

Eliud Kipchoge é tricampeão na Maratona de Londres

SILVIA HERRERA

22 Abril 2018 | 20h03

O queniano venceu a maratona mais quente da história de Londres, a temperatura bateu os 24, dois graus a mais do recorde anterior, e cruzou a linha de chegada em 2:04:17. Esta é sua 10ª vitória em 11 maratonas. #BlogCorridaParaTodos #maratona

 

Kipchoge venceu Londres em 2015 e 2016, no ano passado não participou por conta do Desafio Breaking 2 da Nike, no qual ele finalizou os 42K em 2:00:25, marca não ratificada pela IAAF (federação internacional de atletismo) por não ter sido obtida em uma maratona regular. “Eu sabia que seria uma corrida linda e foi”, festejou o tricampeão. Esta foi a 14ª vitória de um queniano nessa prova. Com essa terceira vitória ele entra para o seleto grupo de tricampeões em Londres, junto a Martin Lel (KEN) e Dionicio Ceron (MEX). Esta semana Kipchoge disse que se conseguisse esse feito seria o “homem mais feliz do mundo”. E conseguiu!! O queniano é fazendeiro  Kapsisiywa (KEN).

Tola Shura Kitata (ETH) cravou 2:05:00 em segundo e o britânico e campeão olímpico dos 5 mil e 10 mil metros Mo Farah chegou em terceiro com 02:06:32. Com esta marca, Farah quebrou o recorde britânico, seu recorde pessoal e subiu ao pódio. “Não poderia esperar um resultado tão bom”, disse Farah à reportagem do The Guardian. O recorde britânico era de 1985, de Steve Jones (2:07:13).

A vitória de Kipchoge não foi fácil. Ele travou uma luta com Kitata no final da maratona. “Estava um pouco lento no final, esta é uma das coisas imprevisíveis do esporte. Mas eu curti a prova inteira, do começo ao fim, e para vencer tive que lutar bravamente os quilômetros finais”, declarou para o repórter oficial da maratona.  Esta é a terceira maratona major da série que ele vence, se ganhar a próxima – Berlim em setembro – será o campeão do campeonato da Majors. Aliás, ele é o campeão da edição passada. “Se o sucesso é sua meta vencer, não é uma opção, é necessário”, afirmou o rei das maratonas Eliud Kipchoge.

Mo Farah

Farah estrou em maratonas há quatro anos. “Eu realmente curti esta corrida, apesar de nos últimos 10K ficar extenuado”, completou. E adiantou que ano que vem correrá a maratona no Mundial de Atletismo e a maratona olímpica em Tóquio. Ele contou que se atrapalhou na largada, por conta da torcida, e no KM 10 Farah pegou a garrafinha errada de solução de carboidrato líquido no posto de hidratação. A garrafinha preparada por seu técnico Gary Lough ficou lá e um atleta da Etiópia pegou, elas eram semelhantes.

No feminino vitória também queniana, de Vivian Cheruiyot. A inspetora policial e medalha de ouro olímpico nos 5 mil metros (Rio16) quebrou seu recorde pessoal e venceu a maratona com 02:1831. Ela estreou em maratonas exatamente nesta prova, no ano passado. Em segundo Brigid Kosgei (KEN) com 2:20:13 e em terceiro Tadelech Bekele (ETH) com )2:21:40.

Às 10h 41.003 corredores largaram no Castelo de Windsor e desses 40.255 completaram a  38 edição da Maratona de Londres em frente ao Palácio de  Buckingham. Recorde de concluintes, 768 a mais que a edição de 2017.

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