Segredos para encarar a Mizuno UpHill Marathon

Segredos para encarar a Mizuno UpHill Marathon

SILVIA HERRERA

13 Maio 2017 | 11h27

Há tantas dúvidas para melhor se preparar para esta emblemática prova, realizada desde 2013, que a marca realizou uma palestra sobre ela no dia 6 de maio no show-room. com o fisioterapeuta Claudio Cotter, o prof/dr Guilherme Gularte de Agostini (Educação Física e Bioquímica) e Bernardo Fonseca (organizador da prova X3M).

No dia 2 de setembro, 1.500 corredores vão enfrentar 42km de subidas em direção ao cume da Serra do Rio do Rastro (SC) na quinta edição da UpHill Marathon  Além da maratona há mais duas modalidades: 25km e 67km. Das 2.300 pessoas na lista de espera, 399 já foram chamadas. A inscrição é por sorteio e o valor da pré-inscrição (R$15) foi doado para uma ONG da região, que desenvolve trabalhos de preservação ambiental. As pré-inscrições são abertas depois da corrida e evaporam.


Agostini traçou cientificamente o cenário e as condições climáticas (chuva, frio e neblina).  “Tem que ter planejamento para ter êxito nesta prova”, recomenda. No final são 15km de subidas direto, o corredor vai estar com os joelhos fletidos a 15% e vai cansar muito por conta disso, o comprimento da passada vai estar 17% menor, por isso vai aumentar a frequência cardíaca. Nesse trecho final da Serra do Rio do Rastro a maioria das 284 curvas  para o mesmo lado, o pé não fica todo em contato com o chão – e começa a cansar muito. “O corredor precisa de 60% da sua força muscular e os glúteos assumem uma responsabilidade muito grande – de 48%; além dos quadrícipes e panturrilha. Uma vantagem é que na subida a chance de lesão é 30% menor e a desvantagem é o estresse cardiovascular”, explica. Por conta disso, quem vai dar o ritmo do pace será a respiração do corredor. O ideal é treinar seis meses e incluir na rotina o intervalado para ir acostumando ao ritmo máximo.

Armadilha

Ao contrário do que possa parecer, o problema não está na subida. “A UpHill tem uma armadilha, aliás duas – dois descidões de 182m, nos quais quem soltar o freio vai se lecionar. Não solte o freio nem no km 10 nem no 19. A força do corredor vai acabar na hora, o pace vai despencar e a dor vai começar no dia seguinte. Soltar o freio na descida promove lesão muscular”, alerta. Por conta disso é primordial também treinar descidas e fazer fortalecimento muscular (fisio, pilates, musculação, subir escadas – vai de cada treinador).

O fisioterapeuta Claudio Cotter ensina que é muito melhor fazer um tratamento preventivo do que chegar a 3 meses da UpHill reclamando de dor. “Vamos tratar, a pessoa vai correr, mas se tivesse feito um preventivo o rendimento na prova seria muito melhor”, recomenda.

Parte mais difícil

A 5km da chegada há uma placa azul sinalizando a distância para o Eco Resort e tem um curva a esquerda. “Você vê o hotel logo acima, uns 500m pra cima, mas esses 5km parecem não ter fim”, conta Agostini. Na linguagem do corredor quebrar significa ficar bem mais lento do que o planejado e nessa placa a maioria quebra e vai andando mesmo. “Não é nenhum desmerecimento andar”, destaca. “Na UpHill não rola sprint negativo (fazer a segunda metade da prova mais rápido que a primeira), a partir do posto de controle no km 26 quem ganha é quem consegue manter o pace”, observa. Mesmo sendo bem difícil, Agostin acredita que qualquer corredor pode fazer: “Você terá seis horas para concluir e gosto de pensar que todo mundo pode mais do que acredita ser possível. Se eu fiz qualquer um consegue fazer, mas vai sofrer”. Para inspirar ele recomenda assistir ao filme “100 Metros” (dir Marcel Barrena).

A primeira edição da prova, em 2013, contou com a participação de 50 convidados. “A gente queria ter certeza se era viável”, conta Bernardo Fonseca. Para ele, há chance de vitória quem tem o melhor preparo mental, mas tem que largar inteiro. “Quanto mais força de vontade for preciso menos você se preparou”, destaca. Mas o que motiva cada vez mais corredores a completarem a UpHill? “É a certeza que após a linha de chegada você nunca mais será o mesmo. Quando você se inscrever e for sorteado vão te chamar de louco, depois que terminar a prova, vão te chamar de lenda”, diz Fonseca. #corridaparatodos #mizunomelevapraUpHill

Dicas

Largada – leve um cobertorzinho baratinho ou usado para se agasalhar e depois da largada, descarte.(os cobertores serão doados)

Suplementação e hidratação – não experimente nada na prova e não use cafeína (desidrata)

Novidade – na véspera haverá um treino para os familiares em Treviso, às 9h.

Para saber mais:

Como é a prova

Campeão de 2016 – 42k

Campeão de 2015 – 42K

Confira o Vídeo

Mais conteúdo sobre:

Mizuno UpHill Marathonmaratona