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O Brasil é uma potência

Estadão Esportes

28 Julho 2012 | 08h40

Medalha brasileira no basquete masculino é uma possibilidade sim. Hoje temos sete jogadores que estão aí (na seleção) e eu como técnico (da seleção), em 2002, em Indianápolis (EUA), no processo de renovação, eu convoquei – Marcelinho Machado, Alex, Guilherme Giovanoni, Leandrinho, Nenê, Tiago Splitter, Anderson Varejão – todos tinham de 17 a 21 anos na época. A gente ficou entre os oito melhores e a imprensa afirmava que o Brasil seria potência em poucos anos.

Agora, com a organização da Liga, a organização da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), um técnico competente, possibilidade de jogos amistosos de alto nível – inclusive com equipes que vão disputar a Olimpíada, coisa que o Brasil nunca conseguiu fazer –, mais o nível técnico desses jogadores e o amadurecimento deles tanto no País como no exterior…Eu realmente acho que, hoje, o Brasil é uma potência.

Existe um certo favoritismo desse novo Dream Team dos Estados Unidos, mas países como a França, a Espanha, Brasil e Argentina estão ali. Os resultados vão surgir a partir das circunstâncias do jogo porque o nível técnico vai ser muito equilibrado. Vai ser a Olimpíada de maior equilíbrio da história. Antigamente você tinha duas ou três forças candidatas (ao ouro). Hoje não, temos oito, seis equipes em condições de subir ao pódio.

Muito se fala sobre se esse Dream Team atual ser tão bom ou melhor do que o de 1992. Eu acho que a gente tem de respeitar a época. Em 92, era a primeira vez, e o Dream Team tinha Michael Jordan – o maior jogador da história do basquete mundial. Tudo isso precisa ser considerado. Mas acho que esse Dream Team atual juntou os melhores jogadores da NBA do momento. Eles são fantásticos porém o basquete não é só individualismo – é a individualidade em função do coletivo. O técnico é muito competente, tem conceitos m0derníssimos com relação à superação, ansiedade, equilíbrio. motivação. Acho que os Estados Unidos são os favoritos mas não favorito garantido.

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