Vitor Belfort ainda é uma aposta confiável no UFC?

Vitor Belfort ainda é uma aposta confiável no UFC?

Lutador carioca tentará evitar uma terceira derrota consecutiva neste sábado, o que não ocorre em sua carreira desde 2005

Fernando Arbex

10 Março 2017 | 19h18

Vitor Belfort vai entrar no octógono neste sábado, a menos de um mês de completar 40 anos, contra Kelvin Gastelum, de 25, um rival promissor e muito mais jovem. O Ultimate não parece ter fé que “O Fenômeno” ainda tenha muita lenha para queimar, mas se aproveita de seu renome e apelo comercial no Brasil para encabeçar o UFC Fight Night 106, em Fortaleza. Cabe ao atleta carioca provar que não é uma mera escada para promessas do MMA ou aceitar que sua carreira merece um ponto final.

belfa

Da esquerda para a direita: Belfort em 2013, 2015 e 2016; TRT foi banido em 2014

O rival. O problema para Belfort é que o norte-americano seria um adversário ruim de enfrentar mesmo se o brasileiro estivesse no auge. Depois de três tentativas falhas de bater o peso dos meio-médios (77,1 Kg), Gastelum foi obrigado pelo Ultimate a lutar na categoria dos médios, portanto é possível que ele tenha de superar certa desvantagem física no combate, mas o confronto de estilos segue favorável a ele.

Belfort vai encarar tudo que sempre lhe representou problemas. Gastelum é especialista em derrubar adversários e tem muita energia para manter um ritmo intenso durante os 15 minutos programados. Não que a defesa de quedas do “Fenômeno” seja a pior do mundo – também não é das melhores -, mas uma constante em sua carreira foi vê-lo diminuir a intensidade com o passar dos rounds. Se cansar, vai virar presa fácil, ainda mais se ficar de costas para o chão, posição em que não costuma desempenhar bem. A Belfort é aconselhável que não se permita encurralar contra a grade, como fez contra Ronaldo “Jacaré” e Gegard Mousasi em suas duas últimas apresentações.

Gastelum sabe impor pressão

É claro, o brasileiro segue perigoso no primeiro round e pode conseguir o nocaute se tiver brecha para sua blitz de socos em linha reta ou chute de perna esquerda na cabeça. Azar de Belfort é que dessa vez ele vai enfrentar um adversário canhoto, portanto menos sujeito a ser surpreendido pela mão e perna esquerdas do “Fenômeno”. Mais do que isso, Gastelum não tem um boxe nulo, inclusive sabe usar as mãos muito bem, apesar de ainda ser afobado e dar brechas para contra-ataques

Boa brecha encontrada por Gastelum, iniciou o ataque com um upper de direita e deu sequência para nocautear Tim Kennedy

Fim do TRT. É nítido que Belfort perdeu explosão física desde que o TRT foi proibido, em 2014. As razões da veto são assunto para outro post, o que é fato é a queda de rendimento do brasileiro desde então. Foram três derrotas avassaladoras e apenas um triunfo, contra o decadente Dan Henderson. Coincidência ou não, o ex-campeão do UFC viveu o melhor momento da carreira enquanto fazia o uso terapêutico de testosterona.

Fim da linha? Se acumular o terceiro revés consecutivo, o que não se registra em seu cartel desde 2005, é melhor para Belfort encerrar a carreira. Ele já não aspira grandes saltos no UFC e com certeza tem espaço na organização para exercer algum cargo executivo ou figurar como um embaixador do esporte. Pelo menos os apostadores não estão botando muita fé no “Fenômeno”, que é o maior azarão do evento deste sábado, de acordo com o site de apostas “Marsbet”. A título de informação, se você acredita em Belfort, cada R$ 100 pagam R$ 365. Boa sorte.

Gastelum pode beijar a lona se der esse tipo de chance a Belfort

0 Comentários