A necessidade de evoluir, o maior legado de Senna

liviooricchio

01 Maio 2007 | 00h43

Olá amigos. Esses são três breves textos que redigi para bolentis que gravei para as rádios CBN/FM e Globo/AM, a serem colocados hoje no ar.
Falam dos 13 anos da perda de Ayrton Senna.

Boletim 1
Alguém que tenha, hoje, digamos, 16 anos de idade, sabe quem foi Ayrton Senna apenas por tudo que se fala dele ou através da leitura de sua vitoriosa trajetória como superpiloto, trêz vezes campeão do mundo. Hoje faz 13 anos que Senna colidiu sua Williams contra o muro da curva Tamburello, em Ímola, na Itália, durante o GP de San Marino de Fórmula 1.

Já existe, portanto, uma geração que cresceu sem assistir às corridas de um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. Mais: um verdadeiro herói.
Se perguntarmos a esses adolescentes o que conhecem de Senna, ouviremos algo mais ou menos semelhante da maioria: “Senna foi um piloto que nunca desistia do que queria e buscava sempre o máximo. Por isso ele foi tão bom e todo mundo se lembra dele.”

É comum verificarmos essa turma jovem referir-se a Senna como um exemplo a ser seguido. Sua forma de pilotar era, na realidade, como enxergava a vida. Superação, superação, superação. Todos são capazes, dizia, desde que acreditem em si próprios e tenham muita, muita determinação. Não há sonho que não possa ser realizado”, repetia Senna.


Esse talvez seja o seu maior legado: a importância da necessidade de evoluir. Se uma pequena parte que seja dessa geração que não o viu nas pistas assimilá-la, numa nação tão sem auto-estima como a nossa, terá sido já um grande avanço.
São informações, por que não, da Fórmula 1, Livio Oricchio

Boletim 2
Quando todos estavam ainda horrorizados com a perda de Ayrton Senna, o promotor do Mundial, Bernie Ecclestone, afirmou sentir profundamente o ocorrido, mas que o espetáculo deveria seguir adiante. No GP de San Marino de 1994 foi a vez de Senna, mais cedo ou mais tarde será a dele próprio, Ecclestone, não importa, a Fórmula 1 sente o golpe, mas o supera. Foi assim no passado, com tantos pilotos, até mesmo campeões, como Jochen Rindt e Jim Clark.

Hoje faz 13 anos que todos nós perdemos Ayrton Senna. O que mudou na competição de 1994 para cá? Muita coisa, mas fundamentalmente a segurança dos pilotos cresceu de forma exponencial.A perda de Senna gerou a mais profunda revisão sobre segurança da história do Mundial, criado em 1950. Desde seu acidente na curva Tamburello com a Williams, um único piloto sofreu qualquer dano mais sério desde então, ao menos a ponto de comprometer sua carreira.

Tudo evoluiu sensivelmente na área de segurança, da imensa maior proteção oferecida pelos carros aos novos conceitos de segurança implementados nos autódromos, passando pelos extraordinários avanços nos serviços de resgate na pista e atendimento médico de emergência. É trágico, mas verdadeiro: a morte de Senna salvou muitas vidas na Fórmula 1.
São informações da Fórmula 1, Livio Oricchio

Boletim 3
Hoje faz 13 anos que o mundo se chocou com a perda de Ayrton Senna, no GP de San Marino de 1994, em Ímola, Itália. Ainda há que questione o que teria causado o acidente com a Williams de Senna na curva Tamburello. A versão da perícia técnica, aceita pela justiça italiana, é a de que rompeu-se a coluna de direção. Bem grosseiramente, por favor, a coluna de direção é o cano que se estende do volante até a caixa de direção.

Senna reclamava de falta de espaço no cockpit. Adrian Newey e Patrick Head, engenheiros da Williams, abaixaram a altura do volante e, para isso, modificaram a coluna de direção. Realizaram uma emenda com um cano de diâmetro menor do original. Assim, a coluna passou a ser formada por dois canos de diâmetros distintos, soldados. A perícia concluiu que a coluna se rompeu na altura da solda. Senna virou o volante na Tamburello, mas diante da quebra da coluna, instantes antes, a Williams seguiu em frente até colidir contra o muro.

O ferimento fatal decorreu de um braço da suspensão, em seguida ao choque, deslocar-se na direção do capacete, furar a viseira e atingir o crânio. Uma verdadeira fatalidade. Essa é a versão aceita pela Fórmula 1 para explicar o acidente de Senna.
São informações da Fórmula 1, Livio Oricchio