Ao mudar a regra, FIA assume a culpa

liviooricchio

15 Setembro 2006 | 17h56

Ao modificar o regulamento sobre o que será punido no comportamento dos pilotos nos treinos classificatórios, dias apenas depois do escândalo de Monza, a FIA assume a culpa pelo ocorrido. No material enviado sábado, lá do circuito, incluí um declaração do presidente da FIA, Max Mosley, pronunciada naqueles tradicionais grupinhos de jornalistas que se formam a seu redor quando ocorre uma polêmica na Fórmula 1. “A punição a Alonso atende à regra, como já aconteceu com Jacques Villeneuve e Giancarlo Fisichella. Agora, se a regra faz sentido ou não é outra discussão. Talvez tenhamos de revê-la.”
Mosley cumpriu o que disse. Mas agora? Depois de tirar cinco posições sem o menor fundamento do piloto da Renault no GP da Itália?
A partir da prova de Xangai, o diretor de prova, Charlie Whiting, não mais irá encaminhar para os comissários os pedidos de reclamação das equipes a respeito de seus pilotos terem sido atrapalhados nas suas voltas lançadas, nas tomadas de tempo. Caberá a ele próprio e aos três comissários desportivos analisar eventuais comportamentos antidesportivos. Casos como o de Alonso, que sem nenhuma intenção prejudicou Felipe Massa em Monza, não mais serão considerados transgressões do regulamento. Se houver ação deliberada de atrapalhar o trabalho do concorrente, aí sim Whithing e os comissários irão agir. Situações como a de Alonso, que nada poderia fazer para não inteferir na volta de Massa, são, a partir de agora, ou depois de o mundo classificar o ocorrido como “desonesto”, absolutamente legais.