Bruno Senna emociona a Fórmula 1 ao vencer na GP2

liviooricchio

12 Maio 2007 | 13h25

12/V/07
Livio Oricchio, de Barcelona

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Muita gente se emocionou, ontem, no Circuito da Catalunha, enquanto soava o hino brasileiro e a bandeira subia, no pódio, com Bruno Senna em primeiro plano como vencedor da terceira etapa da GP2, a ante-sala da Fórmula 1. No pódio havia, na realidade, duas bandeiras do Brasil, já que Lucas Di Grassi foi terceiro.

“Eu não sei o que comentar, não consigo encontrar palavras”,dizia Bruno. “O tempo todo pensei que teria uma temporada muito difícil, não me passou pela cabeça vencer. E hoje, na terceira corrida na GP2, já ganhei”, falou, sempre muito consciente.

Enquanto tocava o hino, Jo Ramirez, ex-coordenador da McLaren na época de Ayrton Senna, respirava fundo. “Não é fácil ver o nome Senna lá em cima no pódio”, disse. Os dois estiveram juntos nos três títulos mundiais, 1988, 1990 e 1991.

Bruno procura dentro do possível desassociar-se das comparações. “Estou feliz, lógico, mas pela minha conquista”, em resposta a estar no pódio do GP da Espanha, prova vencida por Ayrton em 1986 e 1989, mas em Jerez de la Frontera, nunca no Circuito da Catalunha.

A Fórmula 1 inteira assistiu à surpreendente vitória de Bruno. “Sei que para passar para a Fórmula 1 apenas este resultado não é suficiente, preciso ganhar bem mais corridas.” Humilde, atribuiu à eficiência da estratégia de sua equipe, Arden, parte importante da conquista.

Na largada um acidente tirou da competição vários pilotos, como o brasileiro Xandynho Negrão, da Minardi Piquet Sports, e o safety car deixou os boxes. Nessa hora Christian Horner, dono da Arden, chamou Bruno para o pit stop obrigatório na GP2, o que se mostrou decisivo por conta de o grande favorito, o alemão Timo Glock, do melhor time, ISport, ter optado por permanecer na pista.

“Eu estava pensando no que seria melhor e eles me chamaram para o box, foram mais inteligentes”, explicou Bruno. Glock ainda foi segundo. Sérgio Jimenez, brasileiro da Racing, disputou excelente corrida e foi 7º, enquanto Negrão e Pizzonia, este da FMS, abandonaram.

Com o resultado, Glock lidera o campeonato, 24 pontos, seguido pelo italiano Luca Filippi, Super Nova, 16, e o estreante na GP2, o melhor deles, Bruno, 15. Di Grassi, da ART, é o quarto, com 10. Hoje (domingo)será disputada a 4ª etapa, com largada às 5 horas (horário de Brasília).
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