Clima de despedida para Schumacher

liviooricchio

07 Setembro 2006 | 17h48

Michael Schumacher foi cercado por uma multidão de jornalistas, hoje à tarde, assim que chegou ao circuito de Monza para disputar o GP da Itália. A imprensa desejava saber se, eventualmente, ele anteciparia o que vai anunciar domingo: prossegue na Fórmula 1 ou encerra a mais brilhante carreira que a competição já presenciou em seus 57 anos de história, heptacampeão. “Não me perguntem sobre o futuro, apenas domingo vou responder”, afirmou o piloto alemão que já amanhã, nos treinos livres, irá procurar ajustar sua Ferrari para a corrida de domingo: “Esta prova será decisiva para nós”, disse.
O clima já é de despedida para Schumacher, apesar de ele não adiantar nada a respeito do que dirá depois da bandeirada. Hoje, na entrevista coletiva programada pela FIA, a não ser seu companheiro, Felipe Massa, os demais até comentaram o que representará sua saída da Fórmula 1. “Gostaria que ele continuasse até os 60 anos”, declarou Vitantonio Liuzzi, da Toro Rosso. A disputa pela vitória em Monza, importantíssima para apontar o campeão do mundo, Fernando Alonso, da Renault, líder do campeonato, com 108 pontos, ou o próprio Schumacher, segundo colocado, 96, gerou bem menos interesse que o abandono do alemão. A concorrência entre as equipes é ainda mais acirrada: a Renault está em primeiro, 160 pontos, seguida de perto pela Ferrari, 158.
Depois de os jornalistas compreenderem que Schumacher respeitaria a data programada para o anúncio, questionaram sobre o Mundial. “Realizamos três dias de testes aqui, semana passada, bastante produtivos, e penso que estamos bem preparados”, falou Schumacher. Para ele a disputa com Alonso não termina na Itália, 15.ª etapa do calendário. “Vai até o fim, a última prova.” O GP do Brasil, o de encerramento da temporada, 22 de outubro, terá o provável privilégio de registrar não só a definição do campeão do mundo, como ano passado, mas também a última participação de Schumacher em um GP de Fórmula 1. Salvo a maior das surpresas de sua história, o que ninguém mais acredita.
Felipe Massa afirmou, na entrevista coletiva, que a sua primeira vitória na Fórmula 1, há duas semanas na Turquia, o deixou mais relaxado. “Ao mesmo tempo ainda mais motivado para manter-me nesse nível.” Como Schumacher, lembrou que os testes em Monza mostraram que a Ferrari está muito bem para a corrida. “Seremos realmente competitivos.” A previsão do tempo indica possibilidades de chuva para o fim de semana. Na Hungria, a condição de chove-pára evidenciou que a Michelin, fornecedora de pneus da Renault, dispunha de pneus mais eficientes que os da Bridgestone, marca usada pela Ferrari, a ponto de Jenson Button, com Honda, outra escuderia da Michelin, aproveitar-se bem e vencer.
Nelsinho Piquet pode ser no fim de semana o campeão da GP2. Sábado e domingo serão disputadas as 20.ª e 21.ª etapas da competição. Ele tem 91 pontos, está em segundo, e o líder, o inglês Lewis Hamilton, 101. Será sua primeira prova depois do anúncio, quarta-feira, da sua contratação para piloto de testes da Renault.