Leilão, em Mônaco, rende 165 mil euros ao Instituto Ayrton Senna e à Fundação Barrichello Kanaan

liviooricchio

26 Maio 2007 | 15h51

26/V/07

Um dos objetivos da iniciativa de se resgatar um pouco da rica história de seis vitórias de Ayrton Senna no GP de Mônaco, a partir dos 20 anos da primeira conquista, em 1987, com a exposição Monaco Senna Celebration, era levantar recursos para serem investidos pelo Instituto Ayrton Senna e a Fundação Barrichello Kanaan nos seus programas de assistência às crianças e idosos carentes.

Pilotos, dirigentes e empresários ofereceram as mais distintas peças para serem leiloadas, a maioria de elevado valor sentimental. O leilão foi ontem, no Hotel Fairmont, localizado na curva Lowes, o mesmo onde se acha a bela mostra, elegantemente apresentada. E o leioleiro escolhido, segundo os comentários, é dos famosos e competentes, Hervé Poulain.

Viviane, Bruno e Bianca, seus filhos, e a antiga empregada de Ayrton em Mônaco, a simpática caboverdeana Isabel, acompanharam o leilão, dentre outras pessoas ligadas ao projeto. Isabel foi a pessoa que atendeu à porta quando, em 1988, Senna liderava a corrida, bateu na entrada do túnel e, em vez de regressar ao box da McLaren, foi direto para casa, a poucos metros do acidente.


Isabel acompanhava como podia a competição pela TV, já que trabalhava, e ao ver Senna na porta, de macacão, capacete na mão, enquanto a disputa se desenvolvia, ainda, ficou em pânico por alguns segundos,sem compreender o que se passava.

A peça mais cara do acervo foi um relógio oferecido por um dos patrocinadores do evento, a relojoaria suíça Hublot. A empresa criou um único exemplar de um modelo com a assinatura de Ayrton Senna, adquirido por 35 mil euros.

Em 1995, no primeiro GP do Brasil sem Ayrton Senna, o então piloto da Jordan, Rubens Barrichello, prestou-lhe uma homenagem. Solicitou ao artista brasileiro Sid Mosca a pintura de um capacete exclusivo para aquela corrida. A obra de Mosca combinou os desenhos do capacete de Ayrton Senna, concebido por ele também, com os de Rubinho.

Esse capacete foi leiloado, ontem, e seu comprador pagou 18 mil euros. Um livro dedicado ao piloto de título Mister Mônaco, com o autógrafo, rendeu 2.300 euros, enquanto o macacão utilizado por Felipe Massa para vencer o GP da Espanha, há duas semanas, valeu 10 mil euros.

Sinal dos tempos: o macacão de Fernando Alonso, terceiro colocado, na mesma prova, 8 mil euros, ao passo que o de seu companheiro, Lewis Hamilton, segundo, 9 mil euros. No total, o Instituto Ayrton Senna e a Fundação Barrichello Kanaan arrecadaram 165 mil euros. Um sucesso!