Massa disse que correu pensando no campeonato

liviooricchio

27 Maio 2007 | 21h54

27/V/07
GP de Mônaco
Livio Oricchio, de Mônaco

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Felipe Massa disse ontem, depois de terminar em terceiro o GP de Mônaco, ter aprendido a receita de como chegar ao final do campeonato com chances de ser campeão: “O Lewis Hamilton não venceu uma única corrida e lidera o Mundial. O importante é somar sempre o maior número de pontos possível. Foi o que fiz hoje.”

Mas fez uma advertência: “Espero que o que aconteceu aqui com nossso carro, não responder à McLaren, seja apenas por causa do circuito.” Disse que o tráfego enfrentado depois do primeiro dos seus dois pit stops, na 26ª volta, colaborou para Fernando Alonso receber a bandeirada 1min09s114 milésimos a sua frente. Do quarto colocado para trás, Giancarlo Fisichella, da Renault, todos tomaram ao menos uma volta da dupla da McLaren.

“Perdi várias voltas atrás do Anthony Davidson (Super Aguri) e ele até foi punido por isso.” O inglês, retardatário, recebeu um drive-through (passar pelos boxes respeitando o limite de 60 km/h) por não facilitar a ultrapassagem de Massa. Para o piloto da Ferrari, não dava para chegar perto da McLaren, mas a diferença não foi a demonstrada pelos números.


Antes de começar o campeonato, na Itália principalmente, muita gente pensava que Massa seria o ator coadjuvante de um espetáculo estrelado por Kimi Raikkonen, o substituto de Michael Schumacher na Ferrari. Com o resultado de ontem em Mônaco, Massa passou a ter 10 pontos a mais do finlandês, 33 a 23. O brasileiro está perto da dupla da McLaren, líderes na classificação, com 38 pontos. “São apenas cinco pontos, que é nada num campeonato longo como este (17 etapas)”, falou.

Sobre a vantagen para Raikkonen, Massa comentou: “Anima, lógico, ele é um companheiro forte, reconhecido, mostra que estou também num bom nível, em condições de sempre somar o máximo de pontos.” Evitou entrar no mérito de passar a receber maior atenção da equipe, já que, ao menos até agora, tem-se mostrado mais capaz de conquistar os melhores resultados para a Ferrari. “Tem muita corrida pela frente, ainda.”

O GP do Canadá, próximo do Mundial, será dia 10, no circuito GillesVilleneuve, em Montreal, e no domingo seguinte, 17, em Indianápolis, Estados Unidos. “São pistas que, no passado, nossa equipe deu-se muito bem. Espero andar na frente da McLaren lá”, falou Massa.

Rubens Barrichello, da Honda, permaneceu a maior parte do tempo, ontem, dentre os oito primeiros que marcam pontos nas corridas. Mas ao fim da 78ª volta era apenas o décimo. “Estou decepcionado. Perdemos boa chance de somar nossos primeiros pontos. Erramos na estratégia.” Na largada, Rubinho pulou de nono para sétimo. “Nós fizemos nosso primeiro pit stop na 35ª volta e perdemos as colocações que nos dariam pontos para o pessoal que parou depois.”

Alexander Wurz, da Williams, bom sétimo no GP de Mônaco, fez só uma parada, na 44ª volta, e Raikkonen, na 47ª. Acabou em oitavo. Rubinho pedeu ainda o nono lugar para Scott Speed, da Toro Rosso, que realizou pit stop único também na 45ª volta.

A Honda provavelmente não conseguiria cumprir metade da corrida com um jogo de pneus macios, daí a opção de uma segunda parada para Rubinho, a 18 voltas do fim. “O mais importante é que demos um passo à frente. Não andamos melhor apenas por causa das características da pista”, afirmou Rubinho. A Honda vai estrear uma versão B do seu RA107 no GP da França, dia 1º de julho.

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