Massa estraga a festa dos espanhóis e larga na pole em Barcelona

liviooricchio

12 Maio 2007 | 13h17

12/V/07
GP da Espanha
Livio Oricchio, de Barcelona

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A grande maioria dos impressionantes 80 mil torcedores nas arquibancadas do Circuito da Catalunha, ontem, prendia, de pé, a respiração nos segundos finais da sessão classificatória. O ídolo local, o asturiano Fernando Alonso, da McLaren, estava para completar a volta lançada, sua última tentativa de ser o primeiro.

Teria de melhorar a marca do mais veloz até então, Felipe Massa, da Ferrari. Acompanharam cada metro de Alonso na pista, mas não deu, para sua profunda frustração: Massa larga, hoje na pole position do GP da Espanha, por 30 centésimos de segundo. É a terceira pole seguida, sexta na carreira.


“Estou muito feliz e orgulhoso com o resultado, mas sei que a corrida será muito disputada. Aqui, ora nós ora a McLaren era mais rápida.” Massa sabe que contornar a primeira curva na frente de Alonso será decisivo para vencer a corrida. “É verdade, mas a largada quase não depende tanto do piloto e sim do carro.”

Alonso reconheceu que o segundo lugar no grid não é o ideal, por ser do lado sujo da pista, mas o Circuito da Catalunha ajuda nesse sentido. “Aqui em Barcelona há uma longa reta até a freada da curva 1, o que permite que muita coisa aconteça.” A três primeiras etapas, este ano, demonstraram ser muito difícil ultrapassar. Alonso deu a entender que irá arriscar para tentar contornar a primeira curva na frente.

Mas a prova de Barcelona terá pelo menos dois outros protagonistas, os dois outros pilotos do quarteto mágico deste início de temporada: Kimi Raikkonen, companheiro de Massa na Ferrari, terceiro no grid, e a maior revelação da Fórmula 1 nos últimos anos, Lewis Hamilton, da McLaren, quarto. “Sinto-me mais à vontade no carro depois das modificações experimentadas neste circuito semana passada. Foi difícil pilotar no limite no terceiro setor do traçado, mas em condição de corrida é mais fácil”, falou o finlandês, vencedor da etapa de abertura, na Austrália.

Pode ser apenas uma tentativa de enganar os adversários. Hamilton saiu-se com: “Creio ter escolhido a estratégia correta visando a corrida.” Deseja, com isso, possuir mais gasolina, justificar a diferença de três décimos em favor de seu parceiro, Alonso, e o quarto lugar no grid. Hamilton foi mais veloz que o espanhol em quase todo o fim de semana. Com muita probabilidade, o vencedor da quarta etapa do Mundial sai de um dos quatro pilotos que estão dando um belo espetáculo este ano.

Quem pode representar alguma ameaça é a dupla da BMW. Robert Kubica, polonês, pela primeira vez largará na frente do companheiro, o eficiente Nick Heidfeld, 5º e 7º. Já a Honda deu sinais de evolução. Rubens Barrichello conseguiu o 12º tempo, ontem. “Melhora mesmo só a partir do GP da França”, adiantou Rubinho. Os japoneses preparam um carro bastante distinto do atual. O GP da Espanha tem 66 voltas no novo traçado de 4.655 metros e começa às 9 horas (horário de Brasília).

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