McLaren desmente ajuda para Alonso vencer

liviooricchio

27 Maio 2007 | 21h47

27/V/07
GP de Mônaco
Livio Oricchio, de Mônaco

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Ron Dennis, diretor da McLaren, reagiu com energia contra as acusações de favorecer, ontem, Fernando Alonso: “Somos justos sempre.” Lewis Hamilton deveria fazer uma parada apenas. Mas a McLaren mudou sua estratégia para dois pit stops, por segurança, explicou o dirigente. “Àquela altura, se o safety car entrasse na pista, Lewis perderia toda a vantagem que poderia acumular e nosso ritmo não exigia o risco.”

O retrospecto de Lewis Hamilton em circuitos de rua impressiona. Ano passado, na GP2, ganhou em Mônaco depois de largar na pole position. Em 2005, na Fórmula 3 Européia, correu em Pau, França, Mônaco, e Norisring, Alemanha, duas vezes em cada lugar. Em todas largou em primeiro e venceu. Ontem, na quinta corrida na Fórmula 1, conquistou o quinto pódio seguido. É um dos maiores fenômenos do automobilismo. “Continuo vivendo um sonho”, disse.


Nos últimos dois anos, a quarta colocação em Mônaco seria motivo de tristeza para a Renault. Mas ontem o quarto lugar de Giancarlo Fisichella foi comemorado. “Pela primeira vez ficamos na frente da BMW”, disse o italiano. “Graças ao novo aerofólio dianteiro nosso carro melhorou bastante. Vamos para o Canadá com outro ânimo.” Entre os construtores a Renault é a quarta, com 16 pontos, atrás da BMW, 30, Ferrari, 56, e McLaren, 76.

Kimi Raikkonen terá no Canadá e nos EUA suas duas últimas chances de reconquistar a confiança da Ferrari e ter, ainda, o mesmo tratamento de Felipe Massa. O finlandês comprometeu não só o seu fim de semana como o da equipe ao bater sábado, na classificação. Ficou, na classificação, a 10 pontos de Massa e a perigosos 15 de Alonso. “A situação ficou mais complicada, mas eu nunca desisto e o campeonato é longo.”

Acelerar um carro de cerca de 760 cavalos em Mônaco, sem controle de tração, representa um desafio. Foi por o que passou Robert Kubica, da BMW, ontem. Mesmo assim terminou em bom quinto. “Fazer um pit stop apenas não se mostrou uma estratégia eficiente.” Para o polonês, duas paradas o teriam dado o quarto lugar. Soma, agora, 12 pontos, sétimo, enquanto Nick Heidfeld, sexto ontem, 18, quinto.

Dentre os pilotos mais felizes depois da corrida, ontem, estava o austríaco Alexander Wurz, da Williams. Ele não havia marcado pontos, ainda, e já se falava que seria substituído. O sétimo lugar lhe deu fôlego para permanecer na equipe. “Gosto tanto deste lugar que por mim continuaria correndo.” Wurz se deu bem com a estratégia de um pit stop. Ultrapassou nos boxes a dupla da Honda e manteve atrás de si Raikkonen, oitavo. Nico Rosberg, o companheiro, com duas paradas, foi 12º.

A equipe de maior orçamento na Fórmula 1, Toyota, disputou uma das suas piores corridas desde que chegou à competição. Jarno Trulli terminou em 15º e Ralf Schumacher, em 16º, a duas voltas do vencedor. Seus pilotos não marcam pontos há duas provas. “O carro quase morreu na largada, perdi várias posições, e depois os freios superaqueceram”, explicou Trulli. Já Ralf, que está à procura de emprego para 2008, disse que o problema foi ter se classificado mal no grid, 20º. “Na prova fiquei no meio do tráfego.”

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