Michael Schumacher reapareceu. Mais antipático.

liviooricchio

11 Maio 2007 | 16h54

11/V/07
GP da Espanha
Livio Oricchio, de Barcelona

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Pelo visto, jogar futebol exige menos preparo físico do que pilotar carro de Fórmula 1. Michael Schumacher, sete vezes campeão do mundo, recordista em quase todos rankings de performance, reapareceu ontem no meio da Fórmula 1 depois de quase sete meses ausente. A última vez que o viram num GP foi em Interlagos, em outubro, na sua despedida das pistas.

“Voltar a pilotar? Não no momento”, disse o já mais gordinho alemão de 38 anos, demonstrado nítido desinteresse em atender a imprensa.

“Jogo futebol toda quinta-feira”, disse. Ao deixar o imponente novo motorhome da Ferrari, de três andares, os quilinhos a mais do piloto ficaram evidentes. Costas e quadril estão mais largos. “E bom acordar e não pensar em Fórmula 1 toda manhã. Pensar na família, por exemplo, é ótimo.”

Sua assessora, Sabine Kehn, explicou que Schumacher não dedica-se mais horas e horas na sala de musculação e percorrer longos deslocamentos de bicicleta, “ao menos de forma regular, como era.” O que justificaria ganhar peso.

Não respondeu o que fará na equipe no fim de semana. “Sem entrar em detalhes, vim para ser útil de alguma forma.” Descartou qualquer chance de vir a ser dirigente. “Não simplesmente.” Confessou assistir às corridas e desapontar-se ou vibrar com os resultados, “como antes.”

Sobre a reestruturação da equipe, comentou, quase sempre de forma econômica: “As coisas estão indo muito bem.” A Ferrari perdeu Ross Brows, seu diretor-técnico, que tirou um ano de férias, dentre outros profissionais. Disse manter-se em contato com Felipe Massa. “Falamos regularmente por telefone. Conselhos? Não é minha função, ano passado talvez tenha dado.”

Por fim, afirmou que irá a uma ou outra prova, sem planejamento prévio e sua assessora também destacou que das próximas vezes “não haverá, necessariamente, entrevista coletiva.” Depois de tantas conquistas, de momentos tão intensamente vividos com a maior parte dos que ontem desejavam ouvi-lo, Schumacher poderia pelo menos ter sido mais simpático.
FIM