Para Massa, ainda é cedo para atribuir favoritismo à McLaren em Mônaco

liviooricchio

24 Maio 2007 | 15h19

24/V/07
GP de Mônaco
Livio Oricchio, de Mônaco

Início
O vencedor das duas últimas etapas do campeonato, Felipe Massa, já havia deixado no ar que se conquistar uma colocação no pódio, em Mônaco, ficará satisfeito, apesar de seu objetivo inicial ser ganhar como fez em Bahrein e na Espanha. Ontem, o piloto da Ferrari preferiu a prudência a expor-se a elevados riscos de bater e comprometer o fim de semana. Seu sexto tempo pode ser explicado dessa forma e, como disse, pelo tráfego quando instalou pneus novos.

“Eu já bati em Mônaco, aprendi bastante, espero não me envolver em outras situações dessas”, disse Massa. Como seu companheiro, Kimi Raikkonen, não pensa que a McLaren já é a favorita para obter a pole position, sábado, o que seria meio caminho para a vitória, domingo. “Na Espanha nós também não fomos os mais velozes na sexta-feira. Então é preciso aguardar até sábado, quando as condições da pista vão mudar bastante. Não é a hora certa que dizer que a McLaren é tudo isso.”

Nas simulações de corrida que realizou, seus tempos foram sempre muito bons, comentou Massa. E o meio segundo que tomou de Raikkonen decorreu da principal característica do traçado de 3.340 metros: a impossibilidade de ultrapassar. “Todas as vezes que coloquei pneu novo encontrei carros lentos a minha frente.”

Rubens Barrichello, da Honda, viu evolução no modelo RA107. Ficou em 11º, com 1min17s449. “Acho que teremos um fim de semana melhor aqui em Mônaco.”

A maioria das equipes teve problemas, ontem, com os pneus extramacios fornecidos pela Bridgestone. Eles permitiam uma primeira volta muito rápida, mas já a partir da segunda os tempos subiam significativamente. Os pneus macios davam ao carro desempenho mais regular. Os próximos treinos serão apenas amanhã, a partir das 6 horas, horário de Brasília.

Massa e Raikkonen contam com Michael Schumacher para ajudá-los a compreender as exigências da pista. E trata-se de alguém que sabe o que diz. O alemão venceu no principado em cinco ocasiões, 1994 e 1995, com Benetton, e 1997, 1999 e 2001 pela Ferrari. O maior vencedor da prova mais tradicional do calendário continua sendo Ayrton Senna, seis vezes, sendo cinco seguidas, de 1989 a 1993.

A primeira delas foi em 1987 e agora celebra-se os 20 anos da primeira conquista. O principado presta-lhe, hoje, um tributo pelos resultados excepcionais, recorde de vitórias. Senna assumiu em 1993 o título de “Mister Mônaco”, pertencente a Graham Hill, primeiro colocado cinco anos no principado, 1963, 1964, 1965 e 1968 e 1969.

Hoje, às 18 horas, no hotel Fairmont, ao lado da curva Lowes, a mais lenta da pista, será prestada uma homenagem ao ex-piloto brasileiro, com a presença de sua irmã, Viviane Senna, e Bruno, filho de Viviane, piloto da GP2 que vem causando ótima impressão. Uma bela e bem organizada exposição interativa num dos salões do elegante hotel resgata um pouco da rica história de Senna no GP de Mônaco.

FIM