Público, um show à parte no GP do Japão

liviooricchio

08 Outubro 2006 | 10h49

O público deu um show no GP do Japão. A começar pela impressionante frequência. Os números são oficiais: sexta-feira, 57 mil espectadores estiveram em Suzuka, sábado, 143 mil, e ontem, 161 mil. No total, foram 361 mil torcedores. Mais que isso: profundamente animados. Não pararam de manifestar-se, das mais distintas maneiras, um instante sequer.

Todos na equipe Renault estavam profundamente felizes com o resultado. Afinal, reverteram uma situação que parecia perdida. A exceção na festa foi Giancarlo Fisichella, apesar do terceiro lugar. Ele chorou no pódio e depois na entrevista coletiva. “Perdi meu melhor amigo”, explicou. Antonio Visciani faleceu após breve enfermidade quinta-feira. “Dedico esse pódio a ele. Estou assim porque o pódio é importante, mas a vida mais.”

O clima já é de despedida para Kimi Raikkonen, na McLaren. Correrá pela Ferrari em 2007. Ontem realizou ótimo trabalho ao largar em 11.º e classificar-se em quinto. Mas reclamou da falta de velocidade do carro nos trechos de reta. Em conversa informal, disse: “Boa sorte, Alonso”, sarcasticamente. O espanhol assumirá seu lugar na McLaren. Fora dos gravadores atribui ao motor Mercedes a maior parte dos problemas do carro.

O primeiro teste de Lewis Hamilton, campeão da GP2, com a equipe McLaren, em Silverstone, não gerou os resultados esperados. Ron Dennis, diretor da equipe, reluta em colocá-lo como titular em 2007. Amanhã Hamilton começa nova série de treinos em Jerez de la Frontera. Se corresponder, pode estrear no GP do Brasil. Ontem os ingleses diziam que Lewis pode competir pela Spykers, em 2007, a fim de ganhar experiência.

Já noite, a opinião do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, chegou à sala de imprensa, através da imprensa italiana. E, ao contrário do que afirmou Michael Schumacher, o Mundial de Pilotos ainda não acabou: “O campeonato terminará para a Ferrari apenas no último metro do GP do Brasil. Um acontecimento como o de hoje apenas nos motiva ainda mais para a etapa decisiva.”

Mudanças importantes ocorrerão na direção da equipe Red Bull. A começar pelo principal dirigente, Christian Horner. Pode dar seu lugar ao espanhol Juan Villadelpratt, fora da Fórmula 1 há alguns anos, mas importante já nas equipes McLaren e Ferrari. E Gerhard Berger, sócio do dono da Red Bull na Toro Rosso, pode ser o supervisor geral dos dois times. O motor deverá mesmo ser Renault, em substituição ao Ferrari.

Mario Theissen, diretor da BMW, não escondeu sua irritação com Nick Heidfeld, apesar da oitava colocação. Robert Kubica, o outro piloto da equipe, estava mais veloz que o alemão. O diretor-esportivo da BMW, Beat Zhenger, deu a ordem para Heidfeld deixar o polonês passar, mas não foi atendido. Os dois cruzaram a linha de chegada quase juntos. Heidfeld pode receber algum tipo de punição de seu time.