Stock Car: garantir 27 vagas num grid de 38 não faz o menor sentido

liviooricchio

03 Maio 2007 | 19h28

03/V
Ricardo Maurício, da equipe Medley, Luciano Burti, Cimed, e Antonio Jorge Neto, Eurofarma, percorreram hoje (quinta-feira)algumas ruas do centro de Curitiba com seus carros representando os modelos Astra, Bora e Lancer a fim de promover a segunda etapa da Stock Car. Os treinos livres no Autódromo Raul Boesel começam amanhã, a partir das 10h50.

Acompanho a bela competição pela televisão. Quando retorno ao Brasil sempre dou um jeito de assistir às provas disputadas nos períodos em que me encontro fora. No caso de a etapa ser em Interlagos e há uma folga no calendário da Fórmula 1, lá estou eu como entusiasta do automobilismo. Não pude comparecer, no entanto, na abertura do campeonato, dia 22 de abril, por ter emendado a cobertura dos GPs da Malásia e de Bahrein com o Red Bull Air Race, no Rio de Janeiro.

Mas agora terei a oportunidade de ver de perto a Stock Car. Estarei em Curitiba no fim de semana. Embarco apenas na terça-feira, dia 8, para Barcelona. Lembro-me de assistir às provas da Stock Car realizadas em São Paulo ainda em 1979, o primeiro campeonato. Nem estudava jornalismo, ainda. Costumava me instalar na arquibancada no ponto onde existe um edifício usado pela administração, na reta, pouco antes da área de box.

Falo de Interlagos antigo. Daquele lugar só não víamos parte da curva do Sol e a aproximação do Sargento. Era possível acompanhar o desenvolvimento da corrida ao longo do restante dos 7.960 metros. O estilo do Paulão era inconfundível, muito arrojado mesmo.

Os tempos são outros. Tudo é mais profissional. Pelo que li e vi na TV, a Stock Car está diferente em relação ao fim do ano passado, quando fui a Interlagos no encerramento da temporada. Os investimentos crescem a cada ano.

Sem dispor de muitos dados e até de conhecimento da competição, por não viver seu corrida-a-corrida, mas me chamou a atenção, na prova de São Paulo, os organizadores garantirem a presença de 27 carros num grid onde 38 largam. Insisto: sem nenhuma presunção, por favor, mas me parece sem o menor sentido.

Os 25 melhores do campeonato anterior mais o campeão e vice da Stock Light estão garantidos. Em Interlagos havia 50 inscritos. Como 27 vagas já estavam asseguradas e 38 largariam, nada menos de 23 pilotos (50-27) digladiaram-se pelas 11 posições restantes do grid.

Sem experiência com esse tipo de carro e numa categoria onde mais de 30 pilotos se espremem no mesmo segundo, Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi ficaram de fora. No mínimo estranhei o critério de garantir 27 vagas. O que me pergunto, à distância, é se não é muito 27 vagas?

Não seria mais simples e criterioso, por exemplo, deixar os 50 pilotos disputarem a classificação e os 38 melhores largarem? Pode acontecer de alguns personagens mais importantes, pelo seu retrospecto, como o campeão do ano anterior, ficarem eventualmente de fora de uma corrida pelos mais variados motivos? Sim, pode ocorrer. Mas quer uma palavra de consolo? Paciência! Faz parte do jogo! Mas há, da mesma forma, aspectos ótimos na atual Stock Car.

Lá de Curitiba envio minhas impressões e vocês expõem a sua, combinado?
Abraços!