Testes de Barcelona podem ser decisivos

liviooricchio

02 Maio 2007 | 20h28

02/V
Depois de vencer na Malásia, Fernando Alonso disse que jamais imaginou poder ganhar já na sua segunda corrida pela McLaren. Da etapa de abertura do Mundial, na Austrália, para a do autódromo de Sepang, a McLaren se aproximou bastante da Ferrari, vencedora da prova de Melbourne, com Kimi Raikkonen.

Ontem as equipes deram sequência ao trabalho de desenvolvimento de seus carros no Circuito da Catalunha, onde será disputado dia 13 o GP da Espanha. Todos estão aproveitando como podem o período de um mês entre a corrida no deserto de Sakhir, dia 15 de abril, e a de Barcelona, dia 13.

Com muita probabilidade, o time que melhor aproveitar esse mês de interrupção no calendário irá posicionar-se muito bem na disputa do campeonato. Largar na frente no início da fase européia do Mundial representará vantagem maior da suposta porque na sequência vêm Mônaco, dia 27, e as dobradinhas Canadá e Estados Unidos, dias 10 e 17 de junho, e França e Grã-Bretanha, 1º e 8 de julho. Não haverá tempo para experimentar as novidades estudadas pelos projetistas até depois da etapa de Silverstone.

Conseguir algum desenvolvimento que signifique avanço expressivo para as provas da Espanha e, apesar das particularidades, a seguinte, Mônaco, dará fôlego à equipe, provavelmente, até meados de julho, quando será disputado o GP da Alemanha, dia 22.

Da forma como a competição está equilibrada, com 3 pilotos na liderança, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton, 23 pontos, e Felipe Massa, logo atrás, 17, dispor de um carro que garanta a seus pilotos 2 ou 3 décimos de segundo em relação à concorrência terá grande valor, ainda que depois restarão 8 provas para o encerramento da temporada.

Em resumo: muito do que provavelmente veremos daqui para a frente nas próximas 6 etapas do Mundial está sendo jogado nesses treinos coletivos no Circuito da Catalunha. O exemplo recente da McLaren está bem vivo. Alonso nos disse antes do GP da Malásia que, depois dos testes realizados lá mesmo, esperava reduzir a diferença imposta pela Ferrari na Austrália.

Tornou-se tão menor que foi capaz de permitir ao asturiano aproveitar as condições favoráveis do erro de Massa na largada e ganhar com autoridade a corrida. Felipe Massa, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Todos os indícios são de que um dos 4 será campeão. Ferrari e McLaren. A que melhor desenvolver seu carro também ficará com o título.

Os tempos de hoje:
1º Massa (Ferrari) 1min21s506 (103 voltas)
2º Webber (Red Bull) 1min21s804 (95) –
3º Trulli (Toyota) 1min22s309 (107)
4º Kovalainen (Renault) 1min22s378 (121)
5º Alonso (McLaren) 1min22s579 (73)
6º Kubica (BMW) 1min22s653 (83)
7º Button (Honda) 1min22s765 (114)
8º Davidson (Super Aguri) 1min23s027 (112)
9º Speed (Toro Rosso) 1min23s713 (96)
10º Albers (Spyker) 1min24s870 (63)
11º Rosberg (Williams) Sem tempo, acidentou-se
Fonte dos tempos: site da revista inglesa Autosport