Todt diz que Massa é hoje um piloto muito maduro

liviooricchio

25 Maio 2007 | 21h49

25/V/07
GP de Mônaco
Livio Oricchio, de Mônaco

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Felipe Massa tem, hoje, a chance de conquistar a quarta pole position seguida na temporada na definição do grid do GP de Mônaco, quinta etapa do campeonato. Mas sabe que será bem mais difícil que nas outras provas.

A McLaren mostrou nos treinos livres de quinta-feira, com Fernando Alonso e Lewis Hamilton, poder se dar melhor nas ruas do principado, assim como o companheiro de Massa na Ferrari, Kimi Raikkonen, muito veloz também.


Ontem não houve atividade de pista para a Fórmula 1 em Mônaco. Mas o diretor geral da Ferrari, Jean Todt, presente no circuito, disse estar encantado com o trabalho de Massa, vencedor das duas últimas corridas, Bahrein e Espanha. “A reação de Felipe no GP de Bahrein, depois dos seus problemas na Malásia, foi impressionante. Mostrou, aos 25 anos, estar muito forte emocionalmente.”

Ao errar na largada em Sepang, Massa permitiu que Hamilton e Alonso o ultrapassassem. Na tentativa de ganhar a posição do inglês, saiu da pista e acabou apenas em quinto. A imprensa italiana não o poupou de críticas.

“Quando Michael Schumacher nos comunicou que iria parar de correr, escolhemos Kimi Raikkonen para seu lugar. Se você me perguntar, hoje, quem eu considero melhor, Raikkonen ou Massa, digo que estão no mesmo nível”, falou Todt, durante conversa com pequeno grupo de jornalistas no motorhome da Ferrari.

Desde o início dos anos 50 é uma tradição em Mônaco a Fórmula 1 realizar treinos quinta-feira e retomá-los apenas no sábado. A economia do principado agradece a história: manter um exército de pessoas por um dia a mais no país representa uma diferença considerável na sua arrecadação.

Ontem os pilotos reuniram-se com os engenheiros, para começar a estudar a estratégia de corrida, ainda mais fundamental em Mônaco, e atenderam compromissos promocionais dos patrocinadores.

Até ano passado ninguém comparava Massa com Raikkonen. Schumacher era classificado num nível e, abaixo dele, encontravam-se Alonso e Raikkonen. No campeonato, Massa está até à frente do finlandês. Ele tem 27 pontos, terceiro colocado, enquanto Raikkonen, com 22, é o último do quarteto mágico que deverá lutar pelo título.

Todt saiu em defesa do finlandês também. “Kimi é introvertido, tímido, não é um grande comunicador, mas é dedicado e tem talento.”

A opção de transformar Massa de piloto de testes em titular, no fim de 2005, quando Rubens Barrichello pediu para ser liberado, a fim de correr na Honda, teve não o dedo, mas a mão de Schumacher. “Fomos ouvir Michael sobre a questão. E Michael nos disse que Felipe era a melhor opção, tinha grande respeito por ele.

Nós confiamos em Michael, sabe o que diz, se defendeu Felipe, então era uma escolha lógica.” Todt sorri ao comentar como aprecia ver os dois juntos: “Têm uma relação realmente harmônica, Michael é uma referência para Felipe.” O alemão vai estar hoje nos boxes acompanhando o trabalho de seu ex-time.

A evolução de Massa, disse Todt, ficou muito evidente já no fim da temporada passada. “Venceu no Brasil largando na pole, mas nos testes de inverno vi Massa profundamente integrado com a equipe, repassando informações precisas para o desenvolvimento do carro, muito interessado, deu grande demonstração de maturidade.”

O fato de Schumacher ser uma pessoa próxima de Massa e quase não conversar com Raikkonen não representa um problema, segundo Todt. “Não acredito. Na hora que eles põem o capacete e vestem as luvas, são eles por eles mesmos.” Reiterou não existir preferência na Ferrari.

“Felipe e Kimi têm o mesmo tratamento. Mais para a frente, se um deles estiver numa condição melhor no campeonato, então podemos pensar em concentrar nossa atenção nele. Estamos, ainda, no começo da temporada.” A TV Globo transmite a importante sessão de classificação para o grid do GP de Mônaco, hoje, a partir das 9 horas.

FIM