A bonança depois da tempestade em Franca
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A bonança depois da tempestade em Franca

Equipe supera grave crise financeira, busca reestruturação e volta a ser a capital do basquete neste sábado, com o Jogo das Estrelas

Marcius Azevedo

06 Março 2015 | 09h23

O Jogo da Estrelas do NBB e da LBF não é um marco apenas por unir homens e mulheres pela primeira vez no evento. O encontro da nata do basquete nacional em Franca significa o renascimento da cidade, considerada capital esporte da bola laranja no Brasil.

A equipe de Franca passou por maus bocados nos últimos meses de 2014 e começo deste ano. Com uma dívida exorbitante após perder o patrocínio da Vivo, atrasou os salários dos jogadores e ameaçou até abandonar o NBB.

Franca lançou uma “vaquinha” virtual para arrecadar fundos e, claro, expôs publicamente o grave problema financeiro.

A resposta da iniciativa ficou aquém do planejado, mas, aos menos, algumas empresas ofereceram ajuda para que o time sobrevivesse. Franca conta atualmente com 17 parceiros, entre eles Magazine Luiza, Unimed e Gatorade.

A Fundação Esporte, Arte e Cultura (Feac), órgão que é uma espécie de Secretaria de Esporte de Franca, ainda é o maior incentivador, com uma verba de R$ 650 mil para esta temporada.

Lucas Mariano (esq.) e Léo Meindl com o técnico Lula Ferreira

Lucas Mariano (esq.) e Léo Meindl com o técnico Lula Ferreira

Com a hemorragia estancada, Franca planeja um futuro mais seguro, sem outras tempestades pelo caminho. É aproveitar o momento de bonança para profissionalização da gestão e fortalecimento da marca.

A torcida é peça-chave neste momento de transição. Com o ginásio Pedrocão lotado e um time forte, Franca vai passar novamente confiança e atrair ainda mais interessados em investir na equipe.

O Jogo das Estrelas, que acontece neste sábado, será especial, com Franca ocupando mais uma vez o lugar de destaque que merece. Ninguém se torna capital brasileira do basquete por acaso.