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Apagão quase custa caro ao Brasil no Mundial

Apagão quase custa caro ao Brasil no Mundial

Brasil abre 18 pontos nos dois primeiros períodos, vê Sérvia virar no terceiro, mas se recupera no último e vence

Marcius Azevedo

03 Setembro 2014 | 15h05

A seleção brasileira das duas facetas, tema que abordei neste espaço pouco antes do início do Mundial (leia aqui), reapareceu na quarta partida do Brasil, diante da Sérvia, nesta quarta-feira, em Granada, na Espanha.

Tudo foi realizado com precisão cirúrgica nos dois primeiros quartos. Marcação forte, jogo de transição em velocidade e arremessos equilibrados… Foram 48 pontos (23 + 25) em 20 minutos, o melhor desempenho ofensivo no torneio.

Tudo foi absolutamente apagado no terceiro período e, por muito pouco, o Brasil não saiu derrotado de quadra.

O desempenho brasileiro na terceira parcial foi simplesmente desastroso. A Sérvia pressionou na marcação, os arremessos foram caindo e o Brasil acumulando erros defensivos e ofensivos.

Nenê sofre marcação de Raduljica (AFP)

A vantagem que chegou a ser 18 pontos evaporou. Com 32 a 12 em 10 minutos, os sérvios viraram o jogo para 64 a 60.

Aquele time dos dois primeiros quartos, confiável, conscientes, batalhador, que briga por cada bola, voltou para o último período. E, claro, o Brasil conseguiu virar o placar e vencer.

A seleção fez 21 a 9 no último período, fechou o jogo em 81 a 73, e garantiu o segundo lugar do Grupo A, já que uma derrota para o Egito, que perdeu todas até aqui, é impensável nesta quinta-feira.

O destaque na pontuação foi Marquinhos. O ala anotou 21 pontos, com um impressionante aproveitamento de 67% nas bolas de três pontos. Foram seis acertos em nove tentativas.