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Nada mudou no basquete feminino
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Nada mudou no basquete feminino

Ricardo Molina lutou (e continua lutando), mas esforço não teve nenhum efeito prático

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Marcius Azevedo

14 Janeiro 2016 | 07h08

A seleção brasileira feminina está pronta para entrar em quadra para o primeiro jogo do evento-teste para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O triste é ver que os resultados pouco importam neste momento. O Brasil tem totais condições de vencer Venezuela (sexta-feira), Argentina (sábado) e Austrália (domingo), mas, ao que tudo indica, nada vai mudar na modalidade.

O Colegiado de Clubes fez tudo o que pôde para atrair os olhares para o descaso da Confederação Brasileira de Basquete com o naipe feminino. Presidente do Corinthians/Americana, Ricardo Molina, líder do grupo de seis equipes que disputam a LBF, disparou milhões de e-mails, enviou ofícios para diversos órgãos, entre eles a Fiba, e não recebeu qualquer resposta.

O dirigente organizou um boicote ao evento-teste. A ausência das principais jogadoras da LBF era o ato principal da luta por melhores condições. Molina tinha certeza de que o Sampaio Basquete não iria impedir suas atletas de se apresentarem à seleção, mas não contava com uma traição. Clarissa, jogadora do Corinthians/Americana, optou por atender ao chamado do técnico Antonio Carlos Barbosa, que não alterou os nomes da lista do antecessor Luiz Augusto Zanon.

Barbosa comanda o time em amistoso no Rio de Janeiro (Divulgação)

Barbosa comanda o time em amistoso no Rio de Janeiro (Divulgação)

Molina não culpou Clarissa pela decisão, até porque é uma chance única de jogar uma Olimpíada no Brasil, mas ficou magoado. O dirigente preferiu se afastar um pouco dos holofotes. A batalha certamente continua e será árdua. O que fez ele esmorecer foi não ver um efeito prático em todo o esforço por mudanças.

A CBB ignorou completamente os contatos. A Fiba fez o mesmo. A sete meses para o início das Olimpíadas é difícil termos qualquer alteração do atual cenário. Bom ou ruim, cada lado tem uma opinião, o planejamento será praticamente aquele estabelecido lá atrás pelo diretor de seleções, Vanderlei Mazzuchini, e o então técnico, Luiz Augusto Zanon.

Molina aguarda para entrar em cena novamente e, pelo bem do basquete, espero que não demore muito tempo. O apontamento de irregularidades por parte da CGU (Controladoria-Geral da União) no uso da verba proveniente do convênio entre o Ministério do Esportes e CBB é uma boa oportunidade para o dirigente voltar ao front desta difícil batalha.

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