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Clássico do Mundo

Barcelona e Real Madrid poderão decidir os rumos do campeonato espanhol, além de colocarem frente a frente os dois maiores jogadores do mundo neste momento, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, ao passo que no Brasil Vasco e Flamengo entrarão em campo pelo Estadual do Rio de Janeiro.

Maurício Capela

20 Março 2015 | 19h45

Havia um tempo em que os encontros entre os grandes times do Brasil poderiam ser chamado, sem qualquer exagero, de Superclássico. Era um tempo em que de um lado atuava, por exemplo, Sócrates e no outro, Zico. Ou Roberto Dinamite e Serginho Chulapa. Ou Djalminha e Raí, enfim, era comum ter um duelo por aqui.

Mas de uma década e meia para cá os grandes encontros mudaram definitivamente de endereço. Deixaram a América do Sul e agora ocupam as confortáveis arenas da Europa.

Neste domingo, por exemplo, haverá um grande encontro na Espanha. O Barcelona do argentino Lionel Messi vai enfrentar o Real Madrid do português Cristiano Ronaldo. Em um jogo que promete ter fôlego para decidir, inclusive, os rumos do campeonato daquele país.

O cenário é o seguinte. O Espanhol ainda terá 10 rodadas pela frente, mas, neste momento, os catalães de Neymar Junior, Suarez e Messi têm um ponto de vantagem sobre os merengues de Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo. Ou seja, uma vitória madridista poderá dar novo fôlego ao Real na disputa pelo título espanhol.

Mas o confronto é capaz de proporcionar mais, uma vez que há a particular rivalidade entre Messi e Cristiano. O primeiro atualmente é o artilheiro do Espanhol, com 32 gols, enquanto Ronaldo, que caiu de rendimento, já balançou as redes 30 vezes neste certame.

Com tantos ingredientes assim, fica difícil estabelecer a mínima comparação, por exemplo, com este Vasco e Flamengo também marcado para o próximo domingo. Hoje, a atração do Mengo responde principalmente pelo jovem Marcelo, ao passo que no Vasco é possível apontar que Dagoberto seja o chamariz.

Mas não, não é só pela ausência de grandes estrelas no Flamengo ou no Vasco que este clássico não pode ser chamado de super em qualquer aspecto. É também pela falta de competitividade que o campeonato propicia.

Eis aí o grande dilema que o futebol brasileiro vive querendo jogar para escanteio, só que sem sucesso, uma vez que o retorno da competitividade, do interesse e naturalmente do desenvolvimento desse esporte no País passa pelos campeonatos estaduais. Talvez até pela extinção deles.

E é justamente essa discussão que o Brasil insiste em virar as costas. Só que o cenário está ficando tão insustentável que já não é mais possível dar de ombros.