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Corinthians e Grêmio, a final do Brasileiro de 2017.

Mesmo com desempenho pouco além de 40% no segundo turno, o Corinthians consegue manter a confortável diferença de nove pontos para o Grêmio, o segundo na disputa, transformando o jogo desta quarta-feira na arena na verdadeira decisão do Brasileiro de 2017.

Maurício Capela

17 Outubro 2017 | 14h19

Há quem torça o nariz para o Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Mesmo mais de uma década depois, completa-se 14 anos em 2017, e os visíveis benefícios para clubes, torcida e mídia de maneira geral, há quem prefira manter o velho argumento de que não há emoção.

Bobagem! Desde o começo do turno, por exemplo, vive-se a expectativa de que alguém alcance o Corinthians. Alguém! Mas toda vez que o Corinthians tropeça, o rival da vez também o faz, em um movimento que  faz lembrar o do nado sincronizado.

Outro argumento contra o Brasileirão neste formato é o de que não há final. Pois bem, a final está aí. Quarta-feira, 21h45, Arena Corinthians, Corinthians e Grêmio. Este é o jogo!

Hoje, nove pontos separam o Corinthians do Grêmio. Uma vantagem para lá de confortável para os Alvinegros, frise-se. No entanto, a simples possibilidade de reduzi-la para seis pontos, em caso de vitória gremista, o que também animaria o Santos, já transforma este jogo na partida deste Brasileiro.

Ainda mais, porque o Corinthians deste turno quase não guarda semelhança com o Timão do primeiro turno. O clube ocupa a discreta 13a. posição, com 11 pontos, ao passo que o Grêmio está na 14a. colocação, com 10 pontos. O líder do returno, hoje, é o Cruzeiro, com 20 pontos.

É claro que os pouco mais de 40% de aproveitamento do Corinthians nem de longe lembram os 82% da primeira volta do certame. Mas o clube, ainda assim, consegue manter a gordura, que hoje é de nove pontos.

Portanto, como ainda há uma dezena de jogos pela frente, o que representa 30 pontos em disputa, a partida de quarta-feira torna-se fundamental ao campeonato. Uma vitória do Grêmio colocará fogo na disputa, um empate ou uma vitória do Corinthians trará uma tranquilidade enorme ao time comandado por Fábio Carille.

Agora, mesmo que o Corinthians vença e encaminhe de vez mais um título nacional. É preciso lembrar que o certame não se resume ao caneco. Há Libertadores pela frente, e principalmente há o rebaixamento. E gigantes andam por perto, como São Paulo e Fluminense. Em outras palavras, emoção definitivamente não é o problema deste campeonato, que já se configura competitivamente como a principal liga das Américas.