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Duelo coletivo entre São Paulo e Corinthians

Dono do melhor ataque, o Tricolor vai encarar a melhor defesa, que é do Timão, em um jogo que acirra ainda mais a supremacia entre os técnicos Tite e Muricy Ramalho.

Maurício Capela

06 Março 2015 | 19h54

Seria apenas mais um clássico entre São Paulo e Corinthians. Um clássico desses bons de se ver e desses em que bons jogadores estão lado a lado. Seria, mas não será apenas isso!

O confronto deste domingo entre tricolores e corintianos não chega a ser um acerto de contas, mas beira. Beira, porque o primeiro encontro de 2015, válido pela Copa Libertadores de América, ainda não foi digerido pelo São Paulo. A maneira como o time se apresentou e a forma como perdeu marcaram a torcida, os dirigentes e os comandados do técnico Muricy Ramalho.

Mas a partida tem mais a oferecer do que o fato de o São Paulo estar atravessado com o Corinthians. O clássico deste fim de semana também contempla as boas campanhas das equipes no Paulista.

Líderes em seus grupos, o que já era esperado mesmo antes de a bola rolar no campeonato, o encontro deste domingo ainda vai colocar à prova a melhor defesa da competição, o Corinthians, diante do principal ataque do torneio, o São Paulo.

Mas há mais! É um clássico onde o coletivo também se sobressai. Mesmo existindo bons números de lado a lado, é difícil destacar, por exemplo, “o jogador” deste setor defensivo corintiano. Ou apontar o dedo em direção ao “destaque” desta linha de frente tricolor, se bem que Alexandre Pato tem se mostrado muito eficiente, tanto que é o artilheiro do Paulista, com seis gols. Mas Pato não jogará.

Contudo, há quem torça o nariz para a ausência de um grande talento individual em um clássico como esse. Mas talvez seja justamente aí que resida outro ponto positivo deste encontro: o coletivo.

É positivo, porque os coletivos de Corinthians e São Paulo andam funcionando, com leve vantagem para o Alvinegro. E o jogo coletivo de tricolores e corintianos têm sido praticado em um nível acima da média nacional, o que também é bom.

É claro que seria interessante que houvesse uma grande partida, repleto de grandes craques, mas a realidade do futebol verde-amarelo, hoje, não comporta. Sendo assim, melhor ter uma bom jogo, onde vários atletas participam, do que uma partida à espera de um lampejo.

Como o coletivo será fundamental para sacramentar a vitória de um ou de outro, Tite e Muricy Ramalho terão participação fundamental. Os dois, que viraram os protagonistas na área técnica nessa década, poderão novamente medir forças, o que só adorna ainda mais o Majestoso do Paulista