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Opção, eis o principal desafio do Brasil até a Copa do Mundo

Mesmo brilhantemente classificada e recuperada do ponto de vista de prestígio, a Seleção Brasileira ainda carece de alternativas de jogadores, não de esquemas de jogo, mas de atletas que possam substituir os titulares de Tite.

Maurício Capela

06 Setembro 2017 | 14h58

O Brasil está na Rússia. E com direito à ostentação. Afinal, a irretocável campanha da Seleção Brasileira, sob o comando do técnico Tite, não só assegurou a vaga ao Mundial com três rodadas de antecendência em relação ao fim das Eliminatórias da América do Sul, como garantiu a posição de campeão da competição. Um feito!

Um feito, principalmente quando se olha pelo retrovisor. Há um ano, o Brasil era um arremedo de time, desorganizado, desorientando e pouco confiante em chegar ao Mundial de 2018, o que seria também um feito, mas de proporções desastrosas.

Hoje, não. Hoje, a conversa é outra. Bem outra! Hoje, o diálogo é: será que o Brasil está pronto para, de fato, brigar pelo hexacampeonato na Rússia em 2018?

Para este blog, a resposta é não. Em que pese o ótimo desempenho, a boa formação tática de jogo, o poder individual de alguns jogadores nacionais, a Seleção ainda carece de alternativas. E isso ficou evidente diante da Colômbia no magro, mas justo, 1 a 1.


Por que carece de alternativas? Porque bastou Tite promover algumas alterações para se ter algumas certezas em campo. A primeira, Fernandinho não reúne condições de substituir Casemiro. E mais. Haveria algum jogador próximo das condições técnicas em funcionar como alternativa a Casemiro?

Depois, Roberto Firmino nem de longe vai brigar pela condição de titular com Gabriel Jesus, mesmo ambos jogando na fortíssima liga inglesa e vestindo, ambos, pesadas camisas do cenário internacional. Mas aqui vai um parênteses. Este blog deve dizer que a do Firmino pesa até mais, afinal Liverpool tem lá um lastro histórico superior ao do Manchester City de Gabriel Jesus.

Portanto, caberá a Tite nesse um ano de trabalho pela frente encontrar alternativas. Boas e confiáveis para que o Brasil chegue, de fato, em condição de brigar pelo título da Copa do Mundo na Rússia.

Tite sabe, e não deve esquecer que a recuperação da Seleção foi fantástica, brilhante até, mas essa recuperação de jogo, de estilo, de individualidade será estudada à exaustão pelos adversários. E se o treinador não encontrar variações de peça, e não de jogo, porque de jogo ele as tem bem formulada, o Brasil correrá sério risco diante dos candidatos ao título, como a Alemanha.

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