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Palmeiras dá sinais de melhora

A cobrança exagerada da torcida e as comparações descabidas entre Baptista e Cuca atrapalharam o início de trabalho do novo corpo técnico da equipe.

Maurício Capela

16 Março 2017 | 16h44

O Palmeiras não está pronto. Ponto. A defesa anda muito exposta, há problemas no que diz respeito às laterais, principalmente, no aspecto de cobertura. Mas há algo neste novo jeito de jogar futebol do atual campeão brasileiro que, se o devido tempo for dado, há subsídios para render frutos.

A questão é a cobrança da torcida palmeirense. Insana, muitas vezes. O atual treinador Eduardo Baptista viveu dias terríveis no início de seu trabalho, e não pelos resultados, mas sim pela injusta comparação em direção a Cuca. Injusta, porque Cuca preferiu ficar fora do mercado neste começo de 2017, ou seja, Cuca não era mais opção para o Palmeiras e tampouco para outro time. Portanto, na raiz, a comparação não existe.

Muito embora seja injusta a comparação, a observação em direção à produtividade do time do Palmeiras é plausível e compreensível. Mesmo mantendo a base campeã nacional, mesmo se reforçando, muito e bem, o time hoje comandado por Baptista tem outro propósito.

Hoje, o Palmeiras de Baptista é paciente. Não sufoca o adversário logo de cara, com o objetivo de abrir o marcador até os 15 minutos iniciais de partida, como Cuca fazia em quase todos os jogos do Brasileiro, e conseguia. Hoje, o Palmeiras espera e talvez isso cause furor junto aos seus.

Mas não é só isso. O time de Baptista repete também situações da campanha de 2016. A leveza do seu sistema defensivo continua sendo um senão, quando encara times fechados. Yerry Mina e Vitor Hugo, por exemplo, são defensores leves, bons de cabeça e cientes de posicionamento na área adversária, mas continuam expostos a um contra-ataque bem armado.

Por outro lado, a velocidade do ataque foi incrementada na virada do ano, mesmo com a saída de Gabriel Jesus. Uma saída, diga-se, impossível de ser reposta.

Em outras palavras, o Palmeiras mesmo longe do ideal já confirma rodada a rodada o tamanho do investimento feito. E dá sinais de que deverá brigar para chegar à final da Copa Libertadores de América, o retorno que a bolada de dinheiro ali despejada anseia.

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