As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Palmeiras e os confrontos de Série A no Paulista

Time atuou três vezes neste Campeonato Paulista contra agremiações da primeira divisão do Campeonato Brasileiro e perdeu as três, o que mostra que entrosamento e contratação, de fato, não fazem tabelinha.

Maurício Capela

12 Março 2015 | 14h41

A matemática e o futebol nunca foram lá muito próximos. Conversam, é verdade… Trocam até boas informações, mas não são amigos. No máximo, há um coleguismo entre ambos. E só!

Portanto, é um erro lançar mão de apenas números, contas e cálculos para tentar explicar o desempenho do Palmeiras frente as equipes que jogam a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Até o momento, das nove partidas realizadas, o clube atuou três vezes contra agremiações da Série A. E perdeu as três!

As derrotas para Ponte Preta (1×0), Corinthians (1×0) e Santos (2×1), no entanto, só reforçam a ideia de que a explicação vai além dos números. Há também crenças, ideias e pensamentos que precisam ter peso idêntico, como por exemplo, a que se refere a entrosamento.

O entrosamento não faz parte de uma espécie de “combo da bola”. Não! Entrosar as quase 20 contratações palmeirenses vai levar tempo, vai custar alguns fios de cabelo ao técnico Oswaldo de Oliveira e vai por à prova a paciência da torcida.

Sinceramente, nem adianta dar vazão à turbulência pela simples razão de que não há mágica que dê jeito. Pelo contrário! Qualquer novidade tirada de alguma cartola poderá ainda retardar esse duro processo inicial de escolha dos 11 titulares, de fixação de um padrão de jogo e de entrosamento, claro.

Mas nem tudo ainda está para ser decidido, porque aparentemente Oswaldo de Oliveira vai dando sinais de que algumas situações já estão resolvidas. Por exemplo, o esquema de jogo.

O Palmeiras deverá ter mesmo como raiz tática uma equipe com uma linha de quatro defensores, dois jogadores à frente dessa linha, mais três meias e um atacante de referência. E em meio a esse esquema, o treinador vem dando alguma pista a respeito de suas preferências.

Não há muita dúvida de que Fernando Prass é o dono da camisa de número 1 e que Lucas é o titular da lateral-direita. Além disso, Vitor Hugo também parece estar firme como principal zagueiro. A seu lado, é que talvez Oswaldo de Oliveira tenha lá alguma questão. E um senão parecido também em direção à lateral-esquerda.

Já no meio de campo, Arouca e Gabriel são os preferidos, ao lado de Robinho e Dudu. Com isso, existiria, em tese, apenas uma vaga ainda a preencher. E na frente, Cristaldo está duas chuteiras adiante, mas Rafael Marques e Leandro ainda poderão sonhar com dias melhores.

Trocando em miúdos e sendo conservador, esse Palmeiras de Oswaldo de Oliveira teria, em tese, seis posições já devidamente ocupadas. E isso equivale a algo perto de 50% de um hipotético time titular.

Diante desses números, agora sim a matemática pode entrar em campo e dar uma mão a Oswaldo de Oliveira. Se não há clareza quanto a outra metade da equipe, o que é normal em um time que fez 20 contratações, como exigir entrosamento e vitórias contra clubes que estruturalmente mantêm, de um jeito ou de outro, boa parte de seus jogadores e comissão técnica?

Portanto, a esperança pode até ser verde, desde que a paciência tenha a mesma coloração. Caso contrário, o cinza chumbo de 2014 voltará em um tom ainda mais carregado.