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Pratto cheio!

Apresentação do argentino amplia opções táticas do São Paulo e coloca o time em um patamar de competição na temporada 2017.

Maurício Capela

13 Fevereiro 2017 | 14h28

O São Paulo está longe de ser o clube com os maiores recursos à disposição. Foi-se o tempo – ele pode voltar, sempre -, que o Tricolor do Morumbi esbanjava em contratações nababescas, de grande impacto. Mas mesmo com parcos recursos o São Paulo deu um jeito. E trouxe o atacante argentino Lucas Pratto.

Técnico, dono de boa mobilidade entre os zagueiros e letal como atacante, Pratto é a cereja do bolo que faltava a este insinuante e interessante São Paulo versão 2017. O Tricolor do agora técnico Rogério Ceni é um time que gosta da bola. Gosta de ter a bola em seus pés. E acredita que não tê-la é um desperdício.

Mesmo na derrota diante do Audax ou na acachapante vitória contra a Ponte Preta, a bola esteve à mercê de pés tricolores. O São Paulo de Thiago Mendes, Cícero e de João Schmidt é um time que valoriza o passe, o passe curto. A inversão de jogo existe, desde que ela passe pelo meio de campo. E é desta maneira que se constrói grandes times no futebol mundo afora, valorizando a bola no meio de campo.

Pratto, portanto, com todos os recursos já apontados acima, só tende a ampliar a força do São Paulo. Inteligente, o argentino pode normalmente e naturalmente trocar de posição com Cueva, e transformar o rápido atacante em jogador de referência, enquanto ele, Pratto, incrementa a criação no meio de campo da equipe.


Em outras palavras, abre-se um leque de opções táticas que, até então, Rogério Ceni não possuía. Não tinha, porque Gilberto, mesmo tendo boa mobilidade, não faz trocas de posicionamento com Cueva, por exemplo.

Agora, depois da atuação de Gilberto, o torcedor se entreolha e pergunta? Caberiam Gilberto e Pratto ao mesmo tempo no time? Perfeitamente. Basta Pratto assumir a condição de balanceador no meio de campo e Gilberto manter a velocidade demonstrada no fim do primeiro tempo e na segunda etapa diante da Ponte Preta.

Portanto, o São Paulo versão “mito” tem cheiro de time bom, de time competitivo. O único senão é o elenco reduzido e as deficiências nas laterais do campo. Ali, Ceni vai precisar filosofar um pouco mais para encontrar a solução. Talvez, uma linha de três zagueiros – Maicon, Lugano e Caio -, como a usada na segunda etapa de ontem seja a solução possível para agora, mas não para o Brasileiro deste ano.