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Primeira convocação de Dunga em 2015

Seleção Brasileira será chamada pela primeira vez em 2015 nesta quinta-feira e a expectativa da convocação recai sobre os jogadores que decidiram atuar em ligas mais fracas, como a chinesa e as do mundo árabe.

Maurício Capela

04 Março 2015 | 16h19

Os adversários já estão definidos. França e Chile serão as primeiras seleções a desafiarem o Brasil em 2015. Como a temporada no País ainda está só no começo, a expectativa da convocação desta quinta-feira recai em direção aos jogadores que estão no exterior.

Sob essa perspectiva, não há dúvida de que a primeira chamada do técnico Dunga guarda lá uma boa dose de curiosidade em direção aos atletas que escolheram destinos mais exóticos para mostrarem seu jogo. É o caso, por exemplo, de Diego Tardelli e Ricardo Goulart, que se mandaram para China, e Everton Ribeiro, que desembarcou nos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de terem escolhido países onde o nível técnico ainda está longe de ser competitivo, o que pesa favoravelmente aos três jogadores é justamente o fato de o Brasil ter mantido quase intacta as conhecidas carências. Faltam meias de qualidade à Seleção e faltam também atacantes de mobilidade.

Nesse cenário, Everton Ribeiro, por exemplo, tem uma cadência de jogo, que nem os badalados Oscar e Willian do Chelsea demonstram, o que pode ser um ponto favorável ao atleta hoje do Al-Ahli.

Mas o ex-jogador do Cruzeiro corre risco. E o risco vem também da Inglaterra. Philippe Coutinho, do Liverpool, tem jogado cada vez melhor e demonstrado que merece ter uma sequencia na Seleção. E tanto Ribeiro como Coutinho têm lá alguma dose de semelhança na armação do jogo.

No ataque, os jogadores do Shakhtar Douglas Costa e Luiz Adriano viraram páreo duro para Tardelli e Goulart, uma vez que Neymar Júnior é titular absoluto do Brasil.

Nessa comparação entre um e outro, entre Tardelli e Goulart, há boas chances de o pêndulo ir em direção a Tardelli. O ex-jogador do Atlético Mineiro tem demonstrado ótimas características dentro de campo. Cria, aparece em condições de finalização, recompõe na marcação, ou seja, tudo como manda o moderno manual do futebol.

Goulart, mesmo jovem, dá sinais de que vai trilhar o mesmo caminho de Tardelli. Além da mobilidade, também participa ativamente do jogo, mas está ainda aquém do ex-jogador do clube mineiro.

Além do ataque, outra dúvida que paira é em relação à meta. Quem será o dono da camisa de número 1 do Brasil? Rafael Cabral, Neto, Diego Alves, Jefferson são alguns que se candidatam ao posto.

Jefferson tem tido a primazia da titularidade, mas há algo que pesa contra o goleiro: a ausência de jogo com os pés. Nesse quesito, Rafael tem uma luva de dianteira. Desde o Santos, o arqueiro demonstra habilidade na hora de usar os pés.

De toda forma, o trabalho de Dunga ainda está só no começo. Mas já é possível reconhecer o quão o sistema defensivo tem sido fortalecido e como os jogadores são cobrados a participar de maneira intensa e constante ao longo dos 90 minutos. Juntas, essas características podem compensar a ausência de uma boa safra, como a de 1980, 1990 ou 2000.